Montanha Russa

HOMENS DE PALAVRAS Ocas, ambíguas, contraditórias, inconsequentes e inimputáveis… assim são a maioria dos nossos políticos! No passado, dizia-se que a palavra de um Homem era suficiente para selar um acordo e que uma vez dada essa palavra existia uma garantia de honra no seu cumprimento, hoje as palavras dos nossos políticos valem nada, é bem certo que hoje, na política nacional, não temos Homens… apenas homenzinhos, mas ainda assim custa ver o descaramento com que esta gente se apresenta aos eleitores, como se as promessas anteriores não cumpridas nada significassem.

Passos Coelho passou a campanha eleitoral a dizer que não utilizaria o passado para justificar as suas decisões enquanto primeiro-ministro, agora passa o tempo a encontrar no governo anterior os males que justificam todas as medidas de dura austeridade que impõe a todos (ou quase todos) os portugueses. O então líder da oposição atacou muitas vezes o partido socialista por se aproveitar do aparelho de estado para colocar os seus “boys” e prometeu que uma vez eleito não utilizaria os mesmos expedientes, agora, enquanto chefe do governo, segue a mesma cartilha escolhendo individualidades ligadas ao partido laranja para empresas públicas ou onde a influência governamental é enorme.

Cavaco Silva é outro para quem as palavras contam pouco, só assim se compreende o choradinho em torno dos seus rendimentos, nomeadamente das suas pensões, como se a maioria dos pensionistas portugueses auferisse montantes equiparados aos do Presidente da República. Como é que alguém, com as responsabilidades de um presidente, ousa queixar-se de estar a sentir os efeitos da crise, quando milhares de portugueses recebem menos de 500 € por mês, quando outros tantos perdem, a cada dia, o seu emprego e quando a milhares de funcionários públicos são retiradas partes substanciais do seu rendimento anual?

Alberto João Jardim já nos habituou a muitos flic flac aos longo dos seus mais de trinta anos de governo, mas nunca, como agora, a contradição das suas palavras foram tão flagrantes e tiveram tanto impacto na vida dos madeirenses. Durante a campanha eleitoral e mesmo depois das regionais de Outubro, Jardim garantiu que os interesses dos madeirenses estariam sempre salvaguardados e que estes não seriam sujeitos a mais austeridade do que os restantes portugueses… a realidade porém veio demonstrar o contrário. O plano de assistência financeira à Madeira é uma autêntica desgraça para todos nós, João Jardim pode dizer que não teve alternativa, que foi o elo mais fraco, mas não pode dizer que não teve responsabilidade na necessidade deste resgate.

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