Apoio aos doentes oncológicos não pode esmorecer

O Núcleo Regional da Liga Portuguesa Contra o Cancro apela à solidariedade dos madeirenses.

A presidente do Núcleo Regional da Liga Portuguesa Contra o Cancro, Isabel Aguiar, considera que nestes tempos complicados, em que as famílias sentem mais dificuldades financeiras, o apoio na saúde é uma obrigação das entidades públicas.

E, neste contexto, mostra-se preocupada com os cortes anunciados para o sector. “Preocupa-nos bastante as medidas anunciadas pelo Governo. Os técnicos de saúde fazem muita falta e são parte fundamental na recuperação”.

Ainda assim, felizmente, o Estado Português comparticipa a 100% os medicamentos para os doentes oncológicos. Medida que espera que não se altere, tal como foi anunciado para outras patologias clínicas.

A presidente do Núcleo Regional da Liga Contra o Cancro sublinha também que, apesar da solidariedade dos madeirenses ser uma constante, as verbas são cada vez mais escassas para responder aos pedidos. “Nem sempre conseguimos ir ao encontro de todas as solicitações, seja dos doentes, seja das famílias”.

Hoje, Dia Mundial da Luta Contra o Cancro, os doentes oncológicos do Hospital Dr. Nélio Mendonça vão receber uma flor. Trata-se de um ato simbólico, demonstrativo do apoio e da disponibilidade dos voluntários do Núcleo Regional da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

De igual forma, mesmo não sendo especialista na questão do cancro e da sua incidência, Isabel Aguiar alerta que as pessoas devem ter alguns cuidados básicos com alimentação e com o estilo de vida. «Muitas vezes o cancro aparece depois de um grande desgosto. Quando baixamos as nossas defesas abrimos as portas a várias doenças”.

De acrescentar que a data foi definida, em 2000, pela União Internacional Contra o Cancro e com ela pretende-se divulgar os problemas relacionados com o risco, o diagnóstico e o tratamento de doentes com cancro.

Em todo Mundo, mais de 12 milhões de pessoas são diagnosticadas com cancro e 7,6 milhões morrem da doença. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima mesmo que, sem uma intervenção concreta sobre o problema, até 2015 devam morrer vítimas de cancro 84 milhões de pessoas.

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