GR considera operação do Armas “insustentável”

Mesmo que as taxas praticadas pelo Porto do Funchal fossem a custo zero a operação do ARMAS não era sustentável.

A secretária regional do Turismo e Transportes, Conceição Estudante deu esta manhã, uma conferência imprensa, para clarificar a posição do Governo Regional sobre o abandono da linha Funchal-Canárias-Portimão pelo armador espanhol Naviera Armas. Numa conferência, que durou 47 minutos, a governante assegurou que a intenção do armador sempre foi a de abandonar a rota. De acordo com a secretária a operação do Armas era “insustentável” mesmo que a APRAM não cobrasse taxas.

“A operação era insustentável porque nós somos um mercado pequeno que não é suficientemente grande para sustentar uma operação desta natureza que está assente num barco que transporta cerca de 1000 passageiros, ou seja, em média 100 pessoas cerca de 10% da sua capacidade”, explicou a responsável pela secretária dos Transportes.

A governante lamentou ainda que em nenhum dos contactos feitos com o GR armador espanhol tenha referido que tinha intenções de abandonar a linha, quando esse sempre foi o seu propósito. “O governo regional serviu de bode expiatório em todo este caso que se criou à volta do ARMAS” considerou, revelando que no dia 3 de Fevereiro o presidente do governo recebeu uma missiva das Navieras Armas dando conta que lamentava a saída da linha devido ao “aumento desmesurado dos combustíveis”.

Na mesma carta lida, em parte, por Conceição Estudante, o armador espanhol dava conta que o défice de 2011 na linha Funchal-Canárias-Portimão tinha sido de aproximadamente 6 milhões de euros.

“Com seis milhões de prejuízo mesmo que nos fosse possível reduzir as taxas a zero, que daria menos um milhão e meio de euros, dificilmente o armador iria manter a linha porque a “operação era insustentável”, o que acabou por acontecer.

Aos jornalistas a secretária do Turismo e Transporte garantiu que o GR só foi contactado pelo armador em Fevereiro e que tudo o que circulou na opinião pública não era verdadeiro. A governante ressalvou a operação realizada pelo ARMAS era de carácter comercial e não pode ser confundida com uma operação de serviço público.

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