GR vai pedir apoios para construção de barcos

Barcos novos para à pesca vão chegar quando a União Europeia voltar a dar apoios comunitários para o efeito.

O Governo Regional vai encetar diligências, junto da União Europeia, para que no próximo quadro comunitário de apoio a Madeira possa beneficiar de verbas para a construção de novos barcos de pesca, uma vez, que este quadro comunitário, que termina no próximo ano, só prevê ajudas para melhorias ao nível da segurança do ambiente das unidades existentes.

“Uma da metas do Governo Regional para o sector das pescas, no próximo quadro comunitário de apoio, é voltar a conquistar da União Europeia essas ajudas para termos barcos, novos, melhores, maiores e mais seguros”, adiantou, esta tarde, Manuel António Correia, secretário regional do Ambiente e Recursos Naturais.

O governante falava na cerimónia de entrega de 43 certificados de formação do curso “Diário de Pesca Eletrónico e Inclusão Digital”, ato que decorreu na Casa do Povo do Caniçal. Na presença dos 43 armadores e pescadores que tiveram a oportunidade de fazer a referida formação, que passa a ser obrigatória pela União Europeia a partir deste ano, Manuel António exortou para que todos os madeirenses valorizem mais o trabalho dos armadores e dos pescadores “porque é um trabalho de coragem, difícil e com muitos riscos”.

Aos presentes o secretário com a pasta dos Recursos Naturais e Ambiente explicou que o futuro da Região passa pela pesca e por aquilo que a Madeira for capaz de produzir neste sector, no entanto, advertiu para o facto de ser fundamental criar valor acrescentado ao peixe.

“É preciso criar cada vez mais valor à volta da pesca. Dificilmente na pesca tradicional a Madeira poderá no futuro capturar muito mais quantidade de peixe porque só temos duas espécies, por isso, é fundamental criar mais riqueza através do valor acrescentado, ou seja, acrescentado serviços e fazendo transformação industrial”, sublinhou.

Para o efeito o governante sugere que os armadores e pescadores da Madeira comecem a pensar, a médio prazo, em vender serviços associados a pesca como por exemplo filetes, peixe já normalizado para utilizar nas cozinhas, quer dos restaurantes quer das pessoas. Para Manuel António a aposta na indústria é estratégica para o futuro do sector das pescas.

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