Bombeiros mais preparados

A tragédia de 20 de Fevereiro fez com que os BMF mudassem alguns procedimentos internos e aperfeiçoassem algumas áreas.

Nelson Bettencourt referiu ao Cidade Net que, após a intempérie, os Bombeiros Municipais do Funchal (BMF) não “mudaram muita coisa” a nível do plano de prevenção.

“Mantemos a estrutura de prevenção que estava já definida. O que mudou foi um conjunto de procedimentos internos e um aperfeiçoamento em algumas áreas que sentimos a necessidade de aperfeiçoar”, salientou o comandante dos BMF.

Aquele responsável apontou, ainda, que foi adquirido algum equipamento, como por exemplo electrobombas. “Para além de serem bastantes úteis nas situações de catástrofe, as electrobombas também são imprescindíveis noutras situações menos graves que venham a acontecer”, apontou.

Paralelamente, os BMF adquiriram recentemente uma nova central de comunicações. “A central foi totalmente equipada com equipamento de última geração. Possui um sistema de alerta interno meteorológico que nos permite convocar um conjunto determinado de elementos, não só dos bombeiros mas também técnicos e dirigentes da Câmara Municipal do Funchal, consoante o grau da catástrofe”, explicou.

“Isto permite operacionalizar rapidamente o conjunto de elementos aqui no centro de comando operacional. Esta tecnologia faz com que não tenhamos problemas ou que fiquemos isolados sem qualquer tipo de comunicação ou suporte informático”, acrescentou Nelson Bettencourt.

Em relação a alguns incêndios florestais que têm acontecido nas serras da Madeira em pleno período de Inverno, o comandante dos BMF considera que tal se deve ao tempo excessivamente seco, não afastando a hipótese de alguns casos serem de origem criminosa.

“Os incêndios florestais nesta altura do ano são preocupantes. Alguns desses incêndios têm haver com a falta de precipitação que se tem sentido desde o mês de Novembro do ano passado, situação que faz com que as zonas de mato fiquem excessivamente secas e incendeiem com facilidade”, indicou Nelson Bettencourt.

Aquele responsável alertou, ainda, que as áreas queimadas tornam-se mais vulneráveis em caso de chuva, o que que pode provocar deslizamentos de terras para as zonas mais baixas ou para o leito das ribeiras. “Com as chuvas fortes, muitos dos solos que estão queimados e erosivos são facilmente arrastados, o que poderá pôr em risco a segurança de pessoas e bens”, observou.

Porém, Nelson Bettencourt assegura que em caso de chuvas fortes os BMF já tem um dispositivo montado. “Sempre que haja um alerta de precipitação forte é accionado um dispositivo que nós entendermos que seja o adequado. Mantemos de prevenção toda a secção que está de serviço e alguns departamentos são informados da situação. Também mantemos de prontidão um conjunto de efetivos”, concluiu.

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