Região precavida contra a falta de água (VÍDEO)

O Cidade Net acompanhou ontem, em exclusivo, a visita do secretário regional do Ambiente e dos Recursos Naturais às obras da Lagoa da Portela.

A referida obra, que deverá estar concluída em Abril ou Maio, tem como objetivo criar mais uma alternativa em matéria de abastecimento de água. Estima-se que a lagoa melhore e reforce o abastecimento de água a cerca de 6 mil regantes de Machico e de freguesias limítrofes.

Na ocasião, Manuel António destacou que a infra-estrutura insere-se num conjunto de investimentos do Governo Regional que permitem assegurar a manutenção de água durante todo ano.

“Entendemos que este é um sector estratégico, aliás a meteorologia têm nos dado razão. Mais do que preocupação pela consequência da falta de chuva é preciso empenho em soluções dentro daquilo que é possível solucionar. ”, sublinhou o governante.

Manuel António lembra que a falta de precipitação nesta altura do ano é um fenómeno da Natureza. “Vivemos numa época em que as pessoas às vezes pensam erradamente que a Natureza não tem leis específicas. Porém, o Homem nem sempre consegue contrariá-la. Nenhum governo consegue estancar este problema que de facto é real”, frisou.

“Estamos com taxas de precipitação na ordem dos 10% a sul e de 25% a norte em relação àquilo que é tradicional nesta altura do ano”, acrescentou o secretário regional.

No entanto, Manuel António garante que o Governo Regional não está de ‘braços cruzados’. “Estamos a preparar um conjunto de medidas, nomeadamente antecipando aquilo que normalmente fazíamos no Verão, visando contrabalançar aquilo que a Natureza não tem conseguido fazer”, explicou.

O governante reforça mesmo que a Região tem conseguido contornar o cenário da falta de chuva, “fruto dos grandes investimentos” em matéria de irrigação agrícola, nomeadamente através de lagoas de altitude, recuperação dos principais canais e dos canais secundários.

Manuel António transmitiu, ainda, que tem mantido contactos com os diversos agricultores, os quais lhe têm “feito chegar essas preocupações de escassez de água”.

Porém, “não se pode dizer que haja um problema de escassez de água. O grande problema nesta altura é que se algo não mudar vamos ter problemas mais tarde. Por isso, é preciso tomar no imediato as atitudes que, normalmente, eram tomadas em Junho ou Julho”, reiterou o governante.

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