Mais 3 mil trabalhadores da construção civil no desemprego

“Estamos mais perto dos levantamentos sociais do que muita gente pode pensar”, diz Diamantino Alturas.

O desemprego no sector da construção civil e obras públicas atinge números avassaladores. Na Região Autónoma da Madeira, nos dois primeiros meses do ano, mais de três mil trabalhadores ficaram sem emprego e outros tantos são sujeitos a pressões diárias.

Diamantino Alturas, presidente do Sindicato da Construção Civil, dá conta de uma situação insustentável, do aumento das dificuldades sentidas pelas famílias madeirenses, e apela à participação na Greve Geral de 22 de Março.

“As medidas que aí vêm são motivo, mais do que suficiente, para uma paralisação total na Madeira. Eles (trabalhadores) que não se fiem em promessas. Isto está de tal ordem, com um aperto de cinto, que estamos mais perto dos levantamentos sociais, que estão a acontecer na Grécia, do que muita gente pode pensar”.

Um dos casos mais recentes está ligado ao despedimento de quase 100 trabalhadores na Tâmega Madeira. O sindicalista, apesar de não ter uma confirmação desta intenção, não se mostra surpreendido. Pelo contrário, se a empresa não encontrar urgentemente um rumo o “mais certo é fechar as portas”.

E nem o pagamento do Governo Regional aos fornecedores vai atenuar a situação das empresas. “A verba que está anunciada é praticamente para pagar juros e falta ver qual é a prioridade nos pagamentos”, alerta, lembrando que a saúde e outras áreas prioritárias também acumulam dívidas.

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