Turismo Rural a ‘meio gás’

A taxa de ocupação nesta Páscoa ronda os 54%, o que representa uma descida de 3% em relação a igual período de 2011.

Neste fim-de-semana prolongado de Páscoa a taxa de ocupação relativa ao alojamento em espaço rural ronda os 54%, uma percentagem ligeiramente inferior ao período homólogo do ano anterior, que se cifrou nos 57%. No entanto, a estadia média subiu ligeiramente, passando de 4.3 dias, em 2011, para 4.6 dias, em 2012.

“Ao contrário de anos anteriores, no presente ano não temos sentido uma procura de última hora mais intensa por parte dos clientes madeirenses”, apontou o diretor executivo da Madeira Rural.

No entender de Patrício Fernandes, esta situação poderá estar relacionada com o facto das pessoas cada vez mais utilizarem a central de reservas da Madeira Rural. “O cliente regional ao efetuar uma pesquisa no nosso site poderá verificar que o tipo de habitação que pretende já não se encontra disponível. Ou seja, o madeirense interessa-se por alojamentos que possam ser alugados na totalidade, no sentido de se juntar a família ou um grupo de amigos”, frisou o responsável pela Madeira Rural.

Outra situação que explica a diminuição do número de reservas no mercado regional é a atual conjuntura económica, a qual impede que menos pessoas viajem para outros destinos ou optem por passar férias “cá dentro” recorrendo, por exemplo, aos alojamentos em espaços rurais.

Patrício Fernandes queixa-se ainda da concorrência desleal, a qual é praticada por alojamentos que não estão devidamente legalizados. “Há sempre um amigo de um amigo que tem uma casa para alugar. Ou seja, é o chamado mercado paralelo sem licenciamento”, denunciou.

Desta forma, o diretor executivo da Madeira Rural apela às entidades competentes para que haja uma maior fiscalização, dado que esta situação “prejudica bastante” o negócio daqueles alojamentos que se encontram devidamente licenciados.

Apesar das dificuldades, Patrício Fernandes faz um balanço positivo do primeiro trimestre de 2012. “Sentimos que há uma procura de alojamento em zonas rurais cada vez maior. Porém, ainda não sabemos se essa procura é sustentável e se manterá constante ao longo do ano”, concluiu.

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