Novas taxas são ‘inoportunas’

O presidente da ACIF avisa que a introdução de novas taxas nesta altura é desajustado, tendo em conta o recente “choque fiscal”. O Governo da República pretende criar uma taxa de saúde e segurança alimentar, a qual seria paga pelos estabelecimentos de comércio alimentar por grosso e a retalho com mais de 400 metros quadrados.

O presidente da ACIF-CCIM considera que a aplicação da referida taxa a nível regional seria “inoportuna”, dado que a Madeira sofreu recentemente “um choque fiscal” com a subida do IVA.

Duarte Rodrigues apontou, ainda, que o referido aumento de impostos afetou em muito a situação das empresas e das famílias madeirenses. “Parece-me perfeitamente desajustado nesta altura arranjar ainda mais taxas, porque em última análise quem tem de pagar essas taxas é o consumidor”, afirmou.

Aquele responsável referiu, também, que a ACIF tem perdido alguns associados, fruto da atual conjuntura económica. “Em alguns casos temos verificado que a desistência dos associados prende-se precisamente com a dificuldade de pagar cotas. Mas, por outro lado, também temos tido associados novos, os quais reconhecem que, apesar das dificuldades, é nesses momentos mais difíceis que precisam desta associação”, realçou.

Segundo Duarte Rodrigues em 2011 a ACIF perdeu cerca de 70 empresas associadas, sendo que 30 novas empresas associaram-se. “Este ano não temos sentido um crescimento maior a nível das saídas. Obviamente que 2012 é um ano muito difícil, sendo que os impactos da crise que estamos a viver vão se fazer sentir nos próximos tempos”, observou.

Duarte Rodrigues falava esta tarde à margem da assinatura de um protocolo de cooperação entre a ACIF-CCIM e a empresa Green Strategy – Gestão e Consultoria Ambiental.

Na ocasião, o presidente da ACIF-CCIM destacou que o protocolo irá trazer mais benefícios aos associados, nomeadamente nas áreas da responsabilidade social e da gestão de sustentabilidade. “Este protocolo beneficia os associados essencialmente porque será feita de uma forma gratuita um levantamento da situação da empresa nessa área. Depois toda a consultoria e todo o acompanhamento que for feito terá um preço especial”, transmitiu.

Luís Figueira, diretor geral da Green Strategy, explicou que o protocolo tem como objetivo trazer aos associados da ACIF os últimos desenvolvimentos em matéria de sustentabilidade para o tecido empresarial madeirense representado pelas PMEs.

Para tal estruturamos este projeto em duas fases, uma em que iremos fazer um levantamento da situação da aplicação dos conceitos de sustentabilidade nas PMEs madeirenses e outra onde iremos nos propor a implementar, às PMEs aderentes, um referencial de responsabilidade social com vista à incorporação plena dos conceitos de sustentabilidade”, explicou Luís Figueira.

Aquele responsável disse, ainda, que o objetivo secundário do projeto é “dar a conhecer às empresas aderentes as oportunidades geradas pela incorporação da sustentabilidade”.

[fblike style=”standard” showfaces=”false” width=”450″ verb=”like” font=”arial”] [fbshare type=”button”] [twitter style=”vertical” float=”left”]

Pin It on Pinterest