Jardim admite saída da União Europeia [VÍDEO]

Situação da Zona Franca poderá desencadear a saída da Madeira da União Europeia.

O presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, admitiu hoje a possibilidade da saída da Madeira, da União Europeia, se a situação do Centro Internacional de Negócios da Madeira se mantiver inalterada.

“Quanto à Zona Franca não vemos o entusiasmo e a pressão imprescindível de Lisboa, nesta matéria tão decisiva para a Madeira e criminosamente tratada pelo governo socialista. Matéria tão decisiva, ao ponto de talvez justificar uma reflexão sobre a nossa saída no âmbito da União Europeia, se necessário, a exemplo de outros territórios autónomos noutros estados soberanos europeus”, afirmou. O presidente do executivo discursava na cerimónia do Dia do Empresário Madeirense, na presença do secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional, António Almeida Henriques, de Duarte Rodrigues, presidente da ACIF – CCIM e de vários empresários madeirenses.

O governante voltou a lembrar que o Estado não está a cumprir com as suas obrigações e ainda por cima, disse , está a “fazer um ataque cirúrgico e criminoso” à Região.

“O turismo é sabotado por uma política de preços de transportes aéreos na companhia majestática portuguesa, onde o percurso Lisboa-Funchal é comparativamente o mais caro em termos de distância percorrida. E a falta de autoridade do Estado português, que é forte sobre os mais fracos como nós, pactua com constantes greves ilegítimas nas áreas relacionadas com os transportes , fazendo a Madeira e o Porto Santo diariamente perderem dinheiro”, criticou. Jardim reivindicou, novamente, ao governo central que faça chegar o mais rapidamente possível o dinheiro do plano de ajustamento financeiro para que a Região possa pagar a fornecedores e “não à banca como insiste o governo de Passos Coelho.

Já, Duarte Rodrigues também pediu celeridade nos pagamentos aos pagamentos e médios empresários que se encontram em situações muitos delicadas. “É urgente que venha o dinheiro previsto no programa de Ajustamento Económico e Financeiro, por outro é muito importante que as autoridades que o vão afetar tenham em consideração que deverá ser dada a máxima prioridade na afetação da maior parte dessa verba ao pagamento das dívidas contraídas junto de empresas, em particular das pequenas e médias empresários e não de outras instituições, como é ocaso da banca”, apelou.

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