Santana não poupa críticas à República

As restrições impostas às autarquias e os atrasos nas verbas são incompreensíveis, corroborou o vice-presidente do GR.

“O Governo da República, da coligação PPD/CDS, é responsável pela destruição das autarquias, com a diminuição de verbas transferidas do Orçamento de Estado e agora com a imposição da Lei 8/2012, de 21 de Fevereiro, que as bloqueia nas suas ações básicas de apoios social, educativo e cultural às populações”, disse hoje o presidente da Câmara Municipal de Santana, nas comemorações do 177º aniversário do concelho.

Na sessão solene, onde marcaram presença o presidente da Assembleia Legislativa da Madeira e o Vice-Presidente do Governo Regional, ficaram duras críticas à atuação da República, sobretudo pelo atraso no envio das verbas necessárias à estabilidade económica regional, mas a certeza da luta da população para prosseguir os desígnios autonómicos.

“Todavia, não estamos vencidos. Estamos aqui para resistir, para lutar por aquilo que acreditamos. Queremos ideias, vozes, braços, mãos para construir um concelho que herdamos dos nossos pais, das nossas instituições e do nosso povo”, afirmou Rui Moisés, destacando o equilíbrio entre a ruralidade e a modernidade.

E, neste contexto, esteve em destaque o galardão atribuído pela Unesco. Ser Reserva Mundial da Biosfera foi considerado, pelo autarca, um ponto de viragem no desenvolvimento e nas oportunidades. O lançamento da Rede de Centros da Biosfera, sendo o primeiro o da Rocha do Navio, “vai criar postos de trabalho e mobilizar muitos visitantes para o concelho”.

O Vice-Presidente do Governo Regional, Cunha e Silva, também não poupou a República. Até porque, apesar do tempo estar a ser benevolente, o atraso nas obras de recuperação do temporal de 20 de Fevereiro é motivo de preocupação.

“São incompreensíveis os atrasos nas verbas previstas para a reconstrução e reafectação dos Fundos de Coesão para o efeito. Verbas negociadas no âmbito de uma Lei de Meios, justa, solidária, que foi elaborada com o propósito de ajudar a devolver a segurança às famílias madeirenses”.

Lisboa foi, neste discurso do governante, acusada de querer continuar a mandar na Região Autónoma da Madeira e muitos tópicos foram apontados nesta tentativa de diminuir a nossa autonomia, como seja o ataque ao Centro Internacional de Negócios da Madeira.

Ainda assim, não obstante todas as condicionantes financeiras conhecidas, Cunha e Silva recusou que se atribuam as culpas ao Governo Regional, sobretudo quando o país e a Europa insistem em políticas orçamentalistas, que não atendem ao crescimento, e onde as pessoas não passam de estatísticas.

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