Açores celebraram Autonomia

No Dia dos Açores o Presidente do Governo dos Açores apelou a maior participação cívica dos açorianos.

Na vila da Povoação, na ilha de S. Miguel, “onde se estreou a açorianidade”, o Presidente do Governo dos Açores fez a apologia da Autonomia açoriana e fez um forte apelo à defesa do património autonómico, para impedir “que outros dele disponham como se ele não nos pertencesse.”

Falando na sessão solene que assinalou as comemorações do Dia da Região Autónoma dos Açores, Carlos César sublinhou a necessidade de os açorianos terem de melhores a defender o que é deles e a determinar o que mais lhes diz respeito.

“O pior que nos pode acontecer, a nós e aos Açores, é pensarmos que a Autonomia se completa a si própria no automatismo da sua configuração jurídico-institucional, quando, pelo contrário, ela só serve se servida pelos cidadãos e só provê se movida pela atenção do povo”, sublinhou.

Para o governante, “é mesmo um dos principais desafios do nosso tempo estimular a cidadania e convocar mais pessoas para o que compete a todos fazer nas tarefas de organização em prol do bem comum.”

Por isso – e apesar de serem milhares os açorianos que se envolvem aos mais variados níveis da intervenção cívica –, importa, na sua opinião, que haja participação política, com todos os direitos e obrigações dela decorrentes.

Lembrando que no próximo mês de Outubro haverá eleições regionais, disse que o seu voto “é no sentido de demonstrarmos, entre nós como perante os outros, que cuidamos do que é nosso e que votamos no que nos pertence” e apelou para que todos os açorianos votem, porque essa será uma atitude de afirmação da Autonomia.

“A Autonomia é, será sempre, o que os açorianos quiserem que seja”, sublinhou Carlos César, para quem “nunca um regime fez tanto em tão pouco tempo entre nós como a Autonomia que alcançámos com a democracia que o 25 de Abril nos devolveu.”

Carlos César considerou que “a Autonomia trouxe-nos um desejo incontido de recuperar atrasos e de galgar caminho”, disse o Presidente do Governo, acrescentando que os progressos alcançados “desmentiram todos os que sempre a procuraram enfuscar e, em particular, os centralistas que ainda andam por aí e os que se mostram cada vez mais por lá.”

Frisando que “ainda hoje é possível ver como tudo o que depende da administração central anda mais devagar e tudo quanto somos chamados a fazer por nós anda mais depressa”, Carlos César disse que a Autonomia permitiu aos Açores saírem de “posições indigentes” em muitos indicadores económicos e sociais médios do país.

Alertando para o desafios do presente, o Presidente do Governo dos Açores concluiu dizendo que é importante “continuar em frente, com a confiança que o passado nos lega e a renovação que o futuro incorpora” e fazendo votos no sentido de “que nunca nos falte a alegria de sermos açorianos, que nunca nos falte a ambição, que nunca nos falte os Açores no coração.”

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