“Este morcão que nos governa está prestes a cair”

Ausência do Executivo dá indicações da decadência e erosão do próprio regime, disse Edgar Silva.

A quarta moção de censura apresentada ao Executivo de Alberto João Jardim nem chegou a ser discutida. O Partido Socialista decidiu retirar a moção, dada a ausência do líder regional, acusado de ser o principal causador da crise.

À saída do plenário, o PCP, autor das três primeiras moções de censura, não se mostrou surpreendido com atuação do Governo Regional, ao mandar apenas o secretário regional de Educação e Recursos Humanos para a discussão.

“Em nenhuma das outras moções de censura o Governo veio, de acordo com aquilo que estava previsto como obrigatório, que era a presença do presidente do Governo. Se em todas as outras Alberto João Jardim não esteve presente, nessa linha de pensamento era algo expectável que isto viesse a acontecer”, disse Edgar Silva.

O sucedido, apesar de não trazer surpresas, confirmou mais uma vez o desrespeito para com as instituições democráticas e a população. “Temos uma maioria prepotente e anti-democrática. Mas hoje a atitude do Governo tem um significado diferente, neste momento há sinais de decadência e erosão do próprio regime. Este morcão que nos governa está prestes a cair”, adiantou o comunista.

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