Madeira tem milhares de formas de pão de açúcar

Mas inteiras, recuperadas e restauradas existem apenas oito como avançou o arqueólogo, Élvio Sousa, na conferência “Arqueologia do Açúcar na Ilha da Madeira”.

O arqueólogo da Câmara Municipal de Machico e investigador do Centro de História de Além-Mar da Universidade Nova de Lisboa, Élvio Sousa, foi o orador convidado da conferência “Arqueologia do Açúcar na Ilha da Madeira”, que teve lugar na Escola Básica do 2º e 3º Ciclo do Caniço, uma iniciativa do projeto “A Rota do Açúcar”, no âmbito do projeto educativo “Rota Transatlântica do Escravo”.

Élvio Sousa explicou aos alunos e docentes que os únicos indícios materiais, ou seja, as únicas provas da presença de engenhos da açúcar, no século XV e XVI na Madeira são as formas de pão de açúcar e levou algumas formas para exemplificar como é que se produzia o açúcar nos séculos XV e XVI.                                               

“Temos, atualmente, muitos engenhos de açúcar na Madeira, mas são do século XVI e XX. Muito provavelmente foram construídos em cima das ruínas dos anteriores. E os únicos vestígios que nós temos do ponto de vista da arqueologia da produção açucareira são as formas de pão de açúcar que são os conhecidos cones em barro que foram encontrados em função do início da atividade arqueológica na Madeira por volta de 1989”, declarou. O arqueólogo informou que antes do final dos anos oitenta do século XX as formas de pão de açúcar que existiam na Madeira eram emprestadas de museus e câmaras do Continente.

Sobre a quantidade de formas de pão de açúcar que já foram encontradas, na Região, o arqueólogo adiantou que já forma encontradas milhares, no entanto, “recuperadas e restauradas devemos ter, aqui na Madeira, umas sete ou oito formas inteiras”, salientou.

De notar que a maior coleção de formas de pão de açúcar foram encontradas, por arqueólogos, em Machico, no Funchal, na Calheta e na Lombada da Ponta do Sol.

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