Gaula contra pedido de empréstimo

Élvio Sousa alerta que o povo não pode pagar “a má gestão de dinheiros públicos” que foi sucessivamente realizada pelo executivo municipal de Santa Cruz.

A Junta de Freguesia de Gaula está preocupada com a possibilidade da Câmara Municipal de Santa Cruz recorrer à linha de crédito de mil milhões de euros, o chamado Programa de Apoio à Economia Local.

“O Município de Santa Cruz tem uma dívida de mais de 43 milhões de euros, estando classificada como situação nível 1. Assim, se a autarquia recorrer ao empréstimo disponibilizado pelo Estado haverá consequências graves para a população deste concelho”, alertou Élvio Sousa, esta manhã numa iniciativa que visou o esclarecimento à população das medidas de austeridade resultantes do empréstimo.

Na ocasião, o presidente da Junta de Freguesia de Gaula recordou que o povo não suporta mais sacrifícios, apontando que já existem várias medidas de austeridade em curso, impostas quer pela República, quer pelo Governo Regional.

Porém, Élvio Sousa reforça que se a Câmara Municipal de Santa Cruz recorrer à linha de crédito haverá novos aumentos de impostos para a população e para as empresas do concelho, dando como exemplos o aumento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e o Imposto Municipal de Transações, que passarão para a taxa máxima.

Todavia, o presidente da Junta de Freguesia de Gaula discorda que seja o povo e as empresas a pagar a fatura. “A mensagem que estamos a passar é que não será o povo de Santa Cruz a pagar a fatura de anos de esbanjamento de dinheiro e dívidas por parte dos sucessivos mandatos do PSD, em particular de Savino Correia e de José Alberto Gonçalves”, denunciou, acrescentando que a solução para a “rutura financeira” não se resolve com um empréstimo, mas sim com a redução da despesa.

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