Governo da República não escapa às críticas [Vídeo]

No dia do concelho de Santa Cruz, o Governo da República esteve no centro das críticas. Cunha e Silva pediu mais celeridade no envio das verbas.

 

O concelho de Santa Cruz assinalou, hoje pela manhã, o 497º aniversário.

Na sessão solene, presidida pelo vice-presidente do Governo Regional, João Cunha e Silva, ficaram as críticas ao Governo da República, designadamente pelos atrasos na transferências das verbas, seja da Lei de Meios, seja do Plano de Ajustamento Financeiro.

“Fizemos tudo o que nos era possível concretizar com os parcos recursos financeiros disponíveis. Mas isso, só por si, não basta. Porque precisamos de dar resposta a muitas e muitas outras situações nas zonas afetadas, sem esquecer as intervenções que, neste âmbito, as próprias autarquias ainda não puderam realizar, por falta de financiamento”.

Cunha e Silva deu como exemplo o caso da habitação. Em Santa Cruz, dados os atrasos dos fundos nacionais, existem processos de reconstrução total ou parcial de residências que atingem diretamente 120 famílias. “As áreas estão identificadas. Os projetos estão feitos. As intervenções estão delineadas, mas o Estado teima em não entender com a celeridade desejada a urgência desta situação”.

A sessão solene serviu também para abordar os problemas da atualidade. O Centro Internacional de Negócios da Madeira voltou à baila e a República foi, mais uma vez, acusada de desvalorizar uma matéria fundamental para o desenvolvimento económico da Região Autónoma da Madeira.

O presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, José Alberto Gonçalves, deu conta das dificuldades financeiras do concelho, que poderá ser forçado a recorrer à linha de crédito do Estado, bem como das dificuldades em implementar algumas medidas governativas, uma vez que os vereadores da oposição estão em maioria.

Ainda assim, apesar dos constrangimentos exigidos, o autarca sublinhou que no mês de maio procederam à devolução de 1,2 milhões de euros aos fornecedores do concelho, no âmbito das verbas arrecadadas com o IMI. Uma forma de implementar dinâmica ao tecido social e empresarial.

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