Afinal somos capazes

Portugal, de algum tempo para cá, tem sido visto como um mau exemplo de gestão de dinheiros públicos, de despesista, incompetente e incapaz. Encabeçamos o “P” dos P.I.G.S. da Europa, fomos enxovalhados um pouco por todo o lado, e só faltou mesmo vir cá um senhorio alemão expulsar-nos da nossa terra por má gestão e exigir o pagamento da renda. Têm sido tempos difíceis, com a barriga já colada às costas face ao cinto cada vez mais apertado sobre todos os portugueses. E lá vamos vivendo, um dia de cada vez.

A Selecção Portuguesa de futebol caiu esta semana, nas meias-finais do campeonato da Europa, face ao “S” do P.I.G.S., mas que, para todos os efeitos é “só” o campeão do mundo e campeão da Europa em título. Mas todo o percurso da nossa selecção foi meritório, batemo-nos como campeões e só não fomos mais longe porque os postes não estavam para aí virados. Mas esta equipa foi uma verdadeira equipa e um exemplo de organização e competência.

A selecção de todos nós foi (e é), a todos os níveis, um exemplo para o resto do país. Provou que os Portugueses também são capazes do sucesso quando para tal se organizam. Provou que os Portugueses também são competentes, não só no pontapé na bola, mas na capacidade de união, de sofrimento, de vontade de vencer. Provou que, desde que nos mentalizemos que somos capazes, podemos ultrapassar as nossas dificuldades, as nossas fragilidades, os nossos problemas, e fazer sobressair o melhor de todos nós.

É um pequeno exemplo, é verdade, mas de pequeno exemplo em pequeno exemplo, se faz boa prova. Basta acreditar. Mas só todos juntos, em prol de um objectivo comum, de um benefício comum, ultrapassaremos em tempos de crise instalada, de desconfiança generalizada e de descrença geral. E no fim, poderemos dizer que afinal, também somos capazes.

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