Açores precisam pensamento para o Mar

O Secretário Regional do Ambiente e do Mar instou hoje o Parlamento açoriano a “criar pensamento e doutrina” sobre a política de gestão do mar.

Para Álamo Meneses, essa premência assume particular relevância  numa altura em que “começam a surgir propostas legislativas oriundas da República que põem em causa muito daquilo que a Região pode fazer” nesse domínio.

Por tudo isto, argumentou o governante, “é fundamental que todos se posicionem como açorianos e não como comissários políticos de qualquer partido político”.

O Secretário Regional do Ambiente e do Mar afirmou estar convencido, porém, de que todas as forças políticas representadas na Assembleia Legislativa “saberão assumir-se como partidos que representam os açorianos e que sabem que estas questões do mar são nucleares” para as próximas gerações.

Segundo referiu, nesta matéria há “todo um trabalho que tem que ser feito, que é essencial”, pois estamos a falar de “qualquer coisa como três milhões de quilómetros quadrados de território” e de um potencial de riqueza que “é neste momento indeterminado mas que será verdadeiramente muito elevado”.

Álamo Meneses lembrou ainda que, na sequência da última revisão do Estatuto da Região, as competências dos Açores em matéria de mar foram “substancialmente alargadas”, estendendo-se inclusivamente a áreas que ainda não estão devidamente sedimentadas nem decididamente testadas ou reguladas do ponto de vista quer da lei , quer da própria prática política.

Daí que seja importante que, em matérias nucleares para os Açores como são estas, “todos nós assumamos uma postura muito clara em defesa daquilo que é a essência da nossa autonomia e da sustentabilidade futura da nossa sociedade”, acrescentou.

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