Parar agora é deitar fora anos de investimento [VÍDEO]

Cortes não invalidam uma oferta cultural de qualidade no Funchal e que, aos poucos, atravessa fronteiras, diz Teresa Brazão.

Os constrangimentos económicos são hoje uma realidade bem patente na promoção de quaisquer atividades, mas a Região Autónoma da Madeira, mais concretamente a cidade do Funchal, não se coíbe de oferecer aos residentes e aos visitantes uma oferta cultural de qualidade e que, aos poucos, ultrapassa fronteiras.

O Cidade Net esteve à conversa com Teresa Brazão, diretora do Departamento de Cultura na Câmara Municipal do Funchal, que considera que, apesar dos apoios serem menores, agora sobressai a criatividade dos artistas.

“Quando os artistas recebem excesso de apoio têm, muitas vezes, a tendência para se sentarem ‘debaixo da bananeira’. O facto de haver falta de apoios faz com que puxem pela cabeça para arranjar novas soluções. Porque a última coisa que querem é morrer. A última coisa que um criador quer é deixar de criar”.

Teresa Brazão dá como exemplo o Funchal Jazz Festival, que decorre até sábado no Parque de Santa Catarina, e que este ano esteve sujeito a alguma contenção. Mesmo com um orçamento reduzido “as coisas têm de acontecer”, porque são “investimentos de anos” que têm já “os seus públicos”.

De igual modo, para além destes problemas de origem financeira, os transportes aéreos também se assumem como uma dificuldade na promoção destes espetáculos, obrigando a um esforço redobrado das organizações. Não obstante, num mercado competitivo e no qual a Região não pode ficar para trás, o Funchal tem sabido defender a sua identidade cultural.

“Fazemos os possíveis para que isso aconteça. Os resultados destas coisas nunca são imediatos. Temos sempre de apostar a longo prazo. Mas há indicadores que nos dizem que sim, que o processo está em andamento. E é por isso que digo que parar agora é deitar fora anos e anos de investimento”.

A diretora do Departamento de Cultura na Câmara Municipal do Funchal observa também que nota-se uma maior abertura dos artistas, no que concerne aos ‘cachets’. Um fator importante para a continuidade desta oferta cultural. Até porque, conforme verifica, “não são apenas as entidades públicas que estão falidas”.


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