Protesto contra o maior despedimento coletivo de professores [VÍDEO]

Jornada de luta do Sindicato dos Professores da Madeira começou em frente à Secretaria de Educação.

O Sindicato dos Professores da Madeira (SPM) está a realizar hoje, com concentração na Avenida Arriaga, uma marcha de protesto pelo emprego e condições de trabalho nas escolas.

Uma ação reivindicativa que se junta à que está a ser promovida pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof), em Lisboa, com vista a denunciar os mesmos ataques à Educação.

Sofia Canha, porta-voz dos professores, deu conta das preocupações dos profissionais madeirenses. Em Setembro, início do ano letivo, temem que o número de docentes no desemprego seja muito superior aos 160 anunciados pela Secretaria de Educação e Recursos Humanos. O SPM considerou mesmo que “o Governo prepara o maior despedimento coletivo de professores contratados”.

A ameaça de horários-zero, a proposta de Estatuto da Carreira Docente Regional (em discussão na Assembleia Legislativa da Madeira) que pretende impedir as transições e o reposicionamento da carreira ou a dívida do Governo Regional aos docentes por retroativos são outros dos aspetos criticados.

Apesar da concentração não ter o número desejado, pouco mais de três dezenas de professores, Sofia Canha apontou que muitos colegas ainda estão de serviço nas escolas. “As pessoas podem estar mais ou menos motivadas para a participação nestas causas, não porque não concordem com as causas em si, mas por várias razões”.

A Secretaria Regional de Educação e Recursos Humanos já anunciou a redução de 80 turmas e alterações ao modelo educativo regional, nomeadamente com o encerramento de alguns estabelecimentos de ensino.

O Sindicato dos Professores da Madeira sublinhou, a este propósito, que não está contra medidas que promovam uma melhoria das condições de trabalho, mas sim contra uma deterioração da qualidade do ensino.

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