Ainda há esperança?

Decorre no Madeira Tecnopólo a 29ª edição da Expomadeira. Apesar de instalada a crise no mercado regional, são várias dezenas de empresas, de pequenos empresários, que se juntam para mostrar o que de melhor consegue a Madeira produzir. Basta uma pequena volta pelos vários expositores para verificar que imaginação não falta, que vontade não falta e que ainda há esperança. Mas chegará?

Nenhuma sociedade é capaz de crescer e se desenvolver sem uma economia capaz. Isto é regra. Ou seja, sem empresas, empresários, comerciantes, agentes económicos (entre os quais os consumidores) que tenham vigor, criatividade, enfim, que sejam capazes de por o mercado a funcionar. Podemos não gostar deles, mas sem patrões não há empregados. Naturalmente a presença do Estado, enquanto entidade reguladora, mostra-se igualmente determinante para o controlo desse mesmo mercado e dos seus agentes, evitando os naturais abusos de posições de privilégio, entre empresas e, sobretudo, de empregadores sobre os trabalhadores. Mas, como a história prova, nem sempre com muito sucesso.

Durante muitos anos, a Região foi o exemplo disto. Não existe praticamente actividade na Madeira que não tenha, de uma forma ou outra, o dedo do Governo Regional. Aliás, durante trinta anos, o Governo Regional foi o principal cliente de quase tudo e de quase todos. Fomentou sectores, criou outros, foi ele pro verdadeiras sentenças de morte. empregadores sobre os trabalhadoresenado no final do modos nz de responder mesmo mercado e doóprio empresário, distribuiu apoios e subsídios a praticamente tudo. Mas, se por um lado esta intervenção se mostrava importante quando tudo estava por fazer, esta gestão de controlo por parte do GR criou dependência, falta de visão e planeamento estratégico um pouco por tudo o mundo empresarial. Tanto assim é que, a partir do momento que a própria gestão das finanças públicas regional se torna deficitária, que os pagamentos começaram a se atrasar ou nem a chegar, por maior dificuldade ou menor capacidade de que as liderava, foi o fim da maioria das empresas regionais.

E hoje, o que se vê, são todos aqueles nomes que conhecemos ao longo dos anos, simplesmente a fechar portas. Até o Bazar do Povo será tomado pelos Chineses. E com a nefasta consequência de mandar dezenas, centenas de pessoas para a lista do centro de emprego.

Se o cenário já é dramático, pior fica quando se assiste a implementação de medidas cujo o impacto é devastador no que ainda resta da economia regional. A subida do IVA, do custo de transporte de mercadorias, do ISP, são medidas que condicionam a actividade dos empresários e que, para a maioria, são verdadeiras sentenças de morte.

Mas louve-se aqueles que não desistem. Aqueles que ainda investem. Aqueles que ainda arriscam. Ainda há empresários que continuam a acreditar, que querem investir e contribuir para a riqueza da Região. Quer queiramos, quer não, a recuperação da economia madeirense passa precisamente pelo tecido empresarial madeirense ser capaz de responder à incapacidade deste Governo Regional em sair do buraco em que se meteu e, por arrasto, todos nós. Porque serão estes empresários possivelmente a única esperança daqueles que querem colocação no mercado de trabalho, que querem emprego, que querem um ordenado no final do mês e que querem ter uma família com pão na mesa.

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