‘Não se deixem instrumentalizar pelo sr. Fernando Curto’

Jardim Ramos reagia assim à manifestação promovida esta manhã pela Associação Nacional de Bombeiros Profissionais.

“Gostaria de, dada a tentativa de agitação promovida pela Associação Nacional de Bombeiros Profissionais junto dos nossos bombeiros, na pessoa do Sr. Fernando Curto, a quem no Continente ninguém dá importância, deixar um alerta aos bombeiros madeirenses. É importante que não se deixem instrumentalizar por este senhor que vem à Madeira vender ilusões, que apesar de aliciantes não correspondem à realidade nacional”, apontou o secretário regional dos Assuntos Sociais, ao presidir esta manhã à sessão de abertura do seminário sobre o projeto CINFORI 2008 e a Prevenção de Riscos Relativos a incêndios Florestais e Inundações.

O governante referiu, ainda, que o quadro remuneratório dos bombeiros da Região, nomeadamente dos que exercem a sua atividade como profissionais nas Corporações de base associativa, “é de longe mais favorável” do que aquele que se verifica no continente e na Região Autónoma dos Açores. Esta situação, conforme explicou, “resulta do nivelamento que, a partir de 2004, se foi processando com o objetivo de equiparar os vencimentos dos bombeiros aos que eram praticados, para as mesmas categorias, nas Corporações Municipais”.

O secretário regional alertou, também, os bombeiros madeirenses para não se deixarem enganar com “informação errada”, veiculada pela Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, acerca do estatuto dos bombeiros profissionais. “Mesmo que algumas corporações tivessem o estatuto de sapadores, nem todos os bombeiros destas corporações poderiam ascender a bombeiros sapadores, devido às especificidades físicas, à idade e ao nível formativo e de conhecimento, exigidas para obter esse estatuto. Acrescento ainda que o regulamento da carreira de bombeiro sapador é diferente e completamente distinto do regulamento da carreira de bombeiros profissionais dos Corpos de Bombeiros mistos”, transmitiu.

“Não é de agora que a Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais elege como palco privilegiado para as suas ações reivindicativas o território da Região. Compreendemos, no entanto, que, por falta de espaço ou de credibilidade no restante território, aqui entendam esgrimir argumentos e agitar bandeiras que noutras paragens, claramente já não colhem, nem convencem”, complementou o governante.

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