Futuro da Madeira não passa por um “discurso deprimente”

Populares apresentam um projeto credível de mudança. XIII Congresso Regional do CDS-PP Madeira terminou hoje.

José Manuel Rodrigues foi reeleito para a presidência do CDS-PP Madeira, com 158 votos a favor, um cargo que ocupa desde 1997.

O XIII Congresso Regional do CDS-PP Madeira, que termina hoje, marca uma renovação do partido, com uma aposta clara nas camadas jovens, e uma afirmação da “alternativa” credível à governação.

“Daqui deste congresso sai um projeto de mudança para o futuro da Região Autónoma da Madeira”, reiterou o líder dos populares, remetendo para o PSD todos os problemas sócio-económicos que afetam os madeirenses e os porto-santenses, assim como as deficiências estruturais que afetam os sectores de atividade.

Rodrigues voltou a deixar críticas ao Plano de Ajustamento Financeiro, acordado com o Governo da República, por entender que o mesmo não apresenta uma única medida de caráter económico ou de estímulo aos sectores produtivos e disse mesmo que o plano, tal como está, representa “uma hipoteca da nossa autonomia ao Estado”.

Na sessão de encerramento do XIII Congresso Regional do CDS-PP ficaram também as críticas ao presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim. “Quando o presidente do Governo deveria estar a fazer um discurso de mobilização para ultrapassar esta crise, o que se assiste é um discurso deprimente”, de alguém não consegue unir as pessoas, nem no partido, em torno de um projeto comum.

José Manuel Rodrigues assumiu-se claramente, nesta ocasião, como candidato à liderança do Governo Regional, no ano 2015, mas lembrou que não teme “eleições antecipadas”. Sendo que, até lá, o desafio são as eleições autárquicas, nas quais vão apresentar candidatos a todas as câmaras e juntas de freguesia. “Chegou a hora de sermos mais ousados, mais ambiciosos, em prol da nossa terra”.

No encerramento do Congresso Regional estiveram presentes alguns membros dos partidos da oposição, à exceção do PSD e do PCP, que recusaram o convite. Pela Madeira passaram ainda dirigentes do CDS-PP nacional, como Paulo Portas, Assunção Cristas ou Nuno Magalhães.

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