Ponta do Pargo: “Pior já passou”

A Região Autónoma da Madeira volta a ser fustigada pelos incêndios. Secretário acredita que o “pior já passou”.

O secretário regional do Ambiente e dos Recursos Naturais esteve, durante toda a tarde, no concelho da Calheta, a acompanhar os incêndios que deflagram desde ontem.

Manuel António Correia realçou o “empenho de todos os meios possíveis, assim como o empenho de toda a população”.

As condições atmosféricas, as altas temperaturas que se fazem sentir e o vento de várias direções, condicionaram o trabalho dos bombeiros.

Na Calheta, onde contam-se já algumas habitações e palheiros destruídos pelo fogo, várias corporações de bombeiros deram o tudo por tudo. Uma situação que ainda se mantém, dado que o fogo está longe de estar controlado.

“Estamos todos empenhados em resolver a situação imediata. Hoje não se resolvem questões estruturais. De qualquer maneira, o balanço nesta zona é que, felizmente, não se verificaram acidentes pessoais”.

O governante aproveitou a ocasião para deixar um apelo à racionalização da água. Os incêndios acabaram por afetar vários cursos de água, nomeadamente a montante do concelho da Ribeira Brava, o que vai originar algumas falhas no consumo próprio, mas também ao nível da água de rega. “Mas quero dizer que já temos, no terreno, equipas a recuperar. Enquanto uns combatem, outros estão a fazer trabalhos de recuperação”.

A utilização de meios aéreos voltou, uma vez mais, à conversa. Manuel António Correia reiterou que a hipótese foi estudada por “diversas vezes e por diversos especialistas”, sendo que a conclusão é a de que, dada a nossa orografia, “não tem eficiência”.

Ao longo do dia, os bombeiros da Madeira não tiveram mãos a medir. A juntar ao incêndio da Calheta, o de maiores proporções e com risco iminente para as pessoas, os concelhos da Ribeira Brava e de Santa Cruz foram também flagelados pelas chamas. Sem certezas, os responsáveis não colocam de parte a hipótese de “mão criminosa”.

Acrescente-se que a estrada regional entre a Ponta do Pargo e a Fajã da Ovelha está interdita ao tráfego. No local encontram-se ainda o Presidente do Serviço Regional de Proteção Civil, Luís Neri e o Secretário Regional dos Assuntos Sociais, Francisco Jardim Ramos.

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