Visão centralista do Estado “tem de ser contrariada”

Movimento Madeira Autonomia vai “até onde for necessário” na defesa dos interesses autonómicos.

O presidente do Governo Regional recebeu hoje, na Quinta Vigia, os membros do Movimento Madeira Autonomia.

Aos jornalistas, Alberto João Jardim adiantou que o mesmo nada tem a ver com partidos políticos. “Vou receber um movimento cívico que é a favor daquilo que eu também sou a favor, a autonomia da Madeira”.

No final do encontro, Miguel Fonseca, um dos responsáveis pelo movimento, adiantou propostas que visam a defesa dos interesses autonómicos, garantindo que não estão em causa ideais separatistas, mas sim a promoção de parcerias entre as várias regiões, administrativas ou autónomas.

“Somos um movimento de âmbito regional, que não tem nenhuma cor partidária, que vê os partidos como parceiros essenciais à democracia, mas achamos que os partidos não esgotam a democracia. E queremos chegar até onde for necessário na defesa da ideia de que o País não é a realidade que uma visão centralista tem dele”.

Na reunião com o líder do Governo Regional analisou-se também o Plano de Ajustamento Financeiro para a Região Autónoma da Madeira. Miguel Fonseca propôs, neste âmbito, a criação de um fundo de reserva nacional, com a comparticipação das regiões autónomas, para acudir a situações de emergência.

O Movimento Madeira Autonomia tem reunido com outras entidades públicas, bem como com os partidos com assento parlamentar. O propósito final passa pela realização de um Congresso Nacional das Regiões Insulares e das Regiões Autónomas, “em que elas próprias digam o que querem para o País”.

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