Solidariedade posta à prova [VÍDEO]

Depois da destruição causada pelos incêndios, a ajuda tem superado as expetativas.

Passadas duas semanas dos incêndios que fustigaram o concelho de Santa Cruz, na freguesia de Gaula é bem visível o rasto de destruição. Os moradores, principalmente os mais idosos, ainda recordam com aflição aquela quinta-feira, dia 19 de Julho.

Ao Cidade Net, Maria de Jesus explicou que teve de sair de casa à pressa. “Felizmente não se passou nada com a minha casa, mas como sofro de asma a minha filha veio logo buscar-me. Mas por aí a baixo arderam muitas casas”, lamentou, apontando também o dedo a alguma falta de limpeza dos terrenos.

Certo é que agora, depois da inesperada tragédia que atingiu o concelho, o mais importante é a recuperação psicológica e material daquelas gentes. À Junta de Freguesia de Gaula não param de chegar apoios, das mais diversas entidades privadas, e também os governos Regional e da República anunciaram mecanismos de apoio às vítimas.

Lúcia Filipe, funcionária naquela instituição, sublinhou que as pessoas têm sido incansáveis. “Ultrapassamos as expetativas. As pessoas têm colaborado muito. Nem tenho palavras para descrever. Há pessoas que sabemos que têm muito pouco e, mesmo assim, vêm trazer algumas coisas”.

Géneros alimentares, roupas (que já são as suficientes), brinquedos, artigos para a casa chegam a bom ritmo. Em falta está, principalmente, óleo e os materiais de construção (telhas, cimentos, blocos) que serão utilizados após esta primeira fase. “Será um processo moroso, mas que será possível com a colaboração de todos”.

Santa Cruz foi o concelho mais afetado pelos incêndios. Mais de 50 casas ficaram total ou parcialmente destruídas. No terreno continuam os trabalhos para a recuperação das estruturas elétricas e de outros serviços técnicos.

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