Zona Velha: comerciantes e moradores não se entendem [VÍDEO]

Há ou não ruído a mais na Zona Velha? A autarquia do Funchal está a analisar a questão.

A Zona Velha do Funchal continua a dar polémica. Antigamente porque era associada a comportamentos menos próprios. Agora porque os estabelecimentos de diversão são alvo das queixas dos moradores.

A Câmara Municipal do Funchal tem nas mãos um abaixo-assinado, que pede que os estabelecimentos fechem mais cedo, e a vereadora Rubina Leal já anunciou que estão a estudar a questão.

Manuel Abreu, um dos queixosos, considera mesmo que “os moradores estão a ser tratados como lixo” e que a revitalização daquela área, que também tem aspetos positivos, não pode ser feita à custa das pessoas. Mas, mais do que apontar o dedo aos empresários, as críticas recaem nas autoridades competentes que “não fazem nada”.

Arsénio Gonçalves, um dos visados, sai em defesa do trabalho que tem sido feito na Zona Velha. “Estou aqui na Zona Velha há quarenta anos e verifico que as noites atuais são completamente diferentes daquilo que se passava antigamente. É capaz de haver algum excesso, em alguma época do ano, mas de contrário é tudo gente civilizada”, diz, salientando a afluência dos turistas e dos locais que “estavam arredados” daquelas paragens.

A Zona Velha do Funchal foi alvo de uma profunda reestruturação e, passado algum tempo, está a afirmar-se como espaço de eleição para o convívio. Os moradores não defendem o encerramento total dos bares, que reconhecem que traz mais dinâmica, mas pedem compreensão. Já os empresários até defendem um inquérito porta-a-porta, para que as pessoas manifestem a sua opinião.

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