Sete pessoas por realojar em Gaula

O Instituto de Habitação já disponibilizou os apartamentos, mas falta luz, gás, água, e eletrodomésticos.

Quase um mês depois dos incêndios que destruíram, totalmente, 8 habitações na freguesia de Gaula e 17 habitações ficaram, parcialmente, destruídas o presidente da junta de freguesia de Gaula, Élvio Sousa, diz-se preocupado com a “morosidade” dos realojamentos das pessoas que ficaram em casa de familiares.“As pessoas que foram realojadas no RJ3 foram automaticamente realojadas nas casas disponibilizadas pela Segurança Social e pelo Instituto da Habitação. Só que aquelas pessoas que foram para casas de familiares e amigos estão a ter dificuldades em rechear as casas que lhe foram cedidas porque não têm luz, gás e água”, explica, acrescentando que até ao fim desta semana a junta de Gaula conta que o Instituto de Habitação tenha a situação resolvida.

“Cerca de oito pessoas já têm as casas, mas não têm placa do fogão, esquentador, e luz, tem a casa mas quase vazia e não não sabemos o motivo desta morosidade que está a levar algumas famílias ao desespero”, explica Élvio Sousa, apelando uma vez mais à solidariedade da população para estas famílias que também não têm eletrodomésticos, como máquina de lavar roupa, frigorífico e fogão.

Sobre a ajuda no terreno o autarca de Gaula refere que, no momento, os voluntários já terminaram as obras numa casa que ficou, parcialmente, destruída e duas das habitações que ficaram totalmente destruídas já têm os meios financeiros para puderem ser reerguidas, tudo devido à conta solidária que foi criada pela Junta de Freguesia de Gaula, na sexta-feira a seguir aos incêndios.

“Esta semana vamos começar em obras de pequena dimensão em habitações que foram parcialmente destruídas, vamos fazendo as coisas conforme a nossa disponibilidade financeira”; esclareceu o autarca.

Já, no que concerne as oito casas que ficaram totalmente destruídas Élvio Sousa disse não ter ainda nenhuma resposta de ninguém, nem governo, nem autarquia, nem União Europeia.

“As famílias já estão realojadas, mas é provisoriamente e ainda não sabemos de nada sobre o futuro das suas casas. Os carros já sabemos que dão 1000 euros, mas das casas não há respostas concretas, a declaração de calamidade caiu em saco roto, até ao momento não temos nada em concreto”, esclareceu.

Élvio Sousa adiantou que irá esperar até ao final do mês de agosto para ver se o governo dá alguma resposta, caso contrário, a junta irá tomar medidas.“Até ao fim do mês nós vamos tomar medidas para saber com o que é que as pessoas podem contar , isto não pode cair no esquecimento, as pessoas não podem ficar à espera como aconteceu na aluvião de 20 de fevereiro de 2010”, concluiu.

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