Santa Cruz “acordou tarde” para a resposta aos incêndios

Gaula diz que o município de Santa Cruz tem de passar à prática, na ajuda às vítimas dos incêndios.

Um mês depois dos fogos que assolaram a freguesia de Gaula, no concelho de Santa Cruz, faz-se um balanço muito positivo à resposta solidária dos privados. Os sete mil euros da conta solidária, criada para ajudar as vítimas, já estão a ser aplicados no terreno. “Têm sido dias sem descanso”.

Mas o que tem faltado mesmo é uma resposta institucional. O presidente da Junta de Freguesia de Gaula, Élvio Sousa, estranha que a Câmara Municipal de Tavira, no Algarve, esteja a iniciar os apoios às populações e às associações. “Trabalharam depressa. Aqui no município de Santa Cruz não temos uma resposta concreta”.

O autarca teme que, tal como aconteceu em Fevereiro de 2010, muitas obras fiquem pendentes por tempo indeterminado. E, por isto, a intervenção que estão a realizar em algumas habitações destruídas. “As pessoas que ficaram em casa de familiares, que não foram realojadas nos apartamentos do Governo, não podem estar sempre à espera”.

A freguesia de Gaula foi uma das mais afetadas pelos incêndios e a autarquia é acusada, “partidarismos à parte”, de ter uma postura muito passiva. “Penso que acordou muito tarde para a real situação do concelho. Penso que tem a ver com o dinamismo das instituições e falta aquele espírito de cooperação que vimos no 20 de Fevereiro”.

Élvio Sousa referiu ainda que continuam as obras de reconstrução, a limpeza de alguns terrenos e ainda a recolha de bens alimentares e outros artigos básicos. Esta tem sido a base da atividade realizada pela Junta de Freguesia, enquanto aguarda que os meios institucionais sejam colocados ao dispor.

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