Hélder Spínola contra abate do Pombo Trocaz

O deputado do PND pede proteção das culturas em vez do abate ao Pombo Trocaz.

Foi com um “sentimento misto de incredulidade e desilusão” que Hélder Spínola, deputado do Partido da Nova Democracia (PND) na Assembleia Legislativa da Madeira, leu as notícias de que o CDS defendeu ontem (01-09-2012) o abate do Pombo Trocaz (Columba trocaz), “medida que o Governo Regional do PSD já implementa desde 2004 sem resultados positivos para a proteção das culturas afetadas, como é possível constatar no terreno”.

“Acresce que o CDS, ao contrário do Governo Regional, abre a porta para que esta ave emblemática da Madeira possa ser integrada na lista das que podem estar na mira dos caçadores, o que seria um desmesurado retrocesso em matéria de conservação da natureza no Arquipélago da Madeira. Só este ano (2012), o governo regional abateu 235 pombos trocaz nos campos de cultivo, o que representa mais de 2% de toda a população. Está claro que o abate não resolve o problema dos agricultores e prejudica fortemente a conservação da espécie”, aponta o deputado do PND.

Hélder Spínola recorda, ainda, que esta espécie de pombo só existe na Madeira (é endémica) e, para além do seu valor natural, possui elevado interesse económico pelas suas potencialidades no fomento do ecoturismo, em particular nas atividades de observação de aves. “Apesar de atualmente apresentar um estatuto de conservação favorável, ainda há pouco tempo esteve fortemente ameaçada de extinção e, de acordo com os censos do Parque Natural da Madeira (PNM), a população está em declínio desde 2006 sendo que o número de indivíduos continua abaixo dos 10 mil”, transmitiu

Desta forma, o deputado do PND defende que a proteção das culturas se faça com o reforço de meios, em particular a colocação de redes de exclusão, “por serem muito eficazes se bem colocadas”, mas também pela utilização de fitas holográficas (também devem ser investigadas novas técnicas a aplicar que melhorem os resultados). Para isso, “é fundamental que esses meios estejam disponíveis de modo a que os agricultores a eles possam recorrer”, apontou.

Hélder Spínola defende também que seja adotado o mesmo sistema aplicado para os prejuízos provocados pelo Lobo Ibérico no continente português, em sequência dos ataques a rebanhos, ou seja, a indemnização pelos prejuízos. “Nos casos em que os agricultores tenham aplicado algum dos meios de proteção às culturas disponibilizados pelo PNM ou, tendo-os solicitado não tenham sido disponibilizados, devem ser indemnizados pelos prejuízos provocados pela ave”, concluiu.

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