O rio, as margens e os tacanhos

Conhecendo, pela Comunicação Social, o que se passou com o Presidente do Governo Regional no Porto da Cruz, recordei-me dos versos de Bertolt Brecht: “Do rio que tudo arrasta/ diz-se que é violento/ mas ninguém chama violentas/ às margens que o comprimem”.

Ainda que Brecht tenha apontado para a violência dos desesperados, nenhum democrata se poderá congratular com actos de grande ou pequena violência, como se vivêssemos em plena “lei da selva”, onde cada um possa fazer justiça pelas suas próprias mãos.

Apesar de eu já ter lido textos em que Jardim chama de “súcias” aos socialistas e de o ter ouvido dizer que “os tipos do PS dão uma imagem péssima da Madeira” e afirmar em comício que quando os populares virem “gente do PS” poderiam dizer “vai ali um traidor”; de ouvi-lo chamar “bastardos da comunicação social para não lhes chamar f… da p… “, e de que, com ele “quem tem de comer come”, em alarde de linguagem a cheirar a pólvora, reprovo qualquer acto de violência contra o Presidente do Governo Regional como contra qualquer cidadão.

Lamento que alguns funcionários políticos testemunhem publicamente a sua satisfação envolta em sarcasmo de pseudo-superioridade moral. E se procurassem derrotá-lo pela via eleitoral?

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