CDS quer que dinheiro do aval seja para as PME’s

Centristas exigem que o dinheiro do empréstimo de 1,1 milhões de euros seja distribuído pelo sector da saúde e pelos pequenos empresários.

O deputado do CDS/PP, Lino Abreu, exigiu hoje, em conferência de imprensa, ser informado, antes do Governo Regional comunicar a Lisboa, quais são os fornecedores que o executivo regional vai pagar com o parte do empréstimo de 1,1 mil milhões do Orçamento Retificativo, que contou com o aval do Estado. “Queremos saber antecipadamente, antes de ser enviado para Lisboa, para o ministro das Finanças, dos 254 milhões restantes, quais os fornecedores e setores que serão pagos”.

É que segundo o parlamentar centrista o secretário regional do Plano e Finanças, Ventura Garcês, confirmou ontem, na comissão parlamentar de Economia e Finanças que “77% do valor do empréstimo, ou seja, 845 milhões de euros são para obras públicas já realizadas, muitas das quais não tiveram o retorno económico e financeiro desejado”.

Lino Abreu diz que os restantes 23% serão derramados em outras despesas correntes, uma situação que preocupa os centristas que dizem não admitir que as restantes verbas sejam para pagar despesas de funcionamento corrente.

O parlamentar do CDS considera que é prioritário que o Governo Regional beneficie as empresas do sector da saúde e os pequenos empresários. “O setor da saúde é vital e por isso não compreendemos que deste empréstimo de 1,1 mil milhões apenas sejam dirigidos às áreas sociais pouco mais de 66 milhões de euros. Não aceitamos que seja uma verba tão pequena para um setor essencial do nosso tecido empresarial, o da saúde, que vive momentos dramáticos por falta de tudo um pouco no hospital”, apontou.

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