“Corremos o risco de cansar as pessoas” [VÍDEO]

O Banco Alimentar da Madeira recolheu cerca de 38 toneladas de alimentos. Um valor inferior à campanha de 2013.

cabazesO Banco Alimentar da Madeira recolheu, na Campanha Saco que decorreu no passado fim de semana, 38.711,8 toneladas de alimentos. Um valor inferior, em cerca de 13 toneladas, ao recolhido na campanha de 2013, mas que, ainda assim, espelha a solidariedade dos madeirenses. Fátima Aveiro, responsável pelo Banco Alimentar da Madeira, explicou esta redução com a situação económica das famílias, mas também com um certo cansaço em relação às sucessivas campanhas.

“Já estávamos a prever esta situação. Estamos sobrecarregados com impostos, diminuição dos nossos vencimentos, o desemprego na Região nunca atingiu taxas tão elevadas como agora e não podemos descurar também a quantidade de campanhas de recolha de alimentos que tem acontecido ultimamente. É evidente que isto demonstra a boa vontade das instituições em ajudarem, mas também corremos o risco de cansar as pessoas”.

Aproveitando este balanço às atividades realizadas ao longo de sábado e de domingo, lembrando também que a campanha Vale que decorre até 8 de Junho, Fátima Aveiro defendeu uma melhor coordenação entre as instituições de solidariedade social da Região Autónoma da Madeira e acrescentou o trabalho do Banco Alimentar tem como objetivo “específico” a recolha e a distribuição de alimentos.

“Na caridade não se compete complementa-se! Por isso torna-se imperioso a articulação e a parceria interinstitucional no sentido da otimização e desenvolvimento especializado das respostas sociais. Todos em conjunto, potenciando o ‘metier’ de cada um, somos mais fortes. Num quadro social e político onde graça a desconfiança e o descrédito, as IPSS’s têm o dever de dar mostras de responsabilidade e respeito para com os concidadãos em geral, mas em particular para aqueles que mais precisam”.

Refira-se que na Madeira o Banco Alimentar apoia já cerca de 5 mil pessoas através de 51 instituições, mas no total nacional a ajuda chega quase a 500 mil portugueses. Desta vez a entrega de donativos vai chegar também ao Porto Santo, onde, sublinhou Fátima Aveiro, há cada vez mais famílias em dificuldades.

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