Licenças passadas “à toa” têm de ser fiscalizadas

A AITRAM está a preparar uma paralisação para chamar a atenção das entidades regionais e da população para a concorrência desleal.

aitramA AITRAM – Associação dos Industriais de Táxi da Região Autónoma da Madeira vai realizar nos dias 5, 12 e 17 de Agosto uma paralisação que tem por objetivo chamar a atenção das entidades regionais e da população, para a concorrência desleal por parte de várias empresas a operarem na cidade do Funchal e em toda a ilha.

António Loreto, presidente da referida associação, adianta que só no concelho do Funchal estão a ser afetados cerca de mil motoristas e aconselha a Secretaria Regional da Cultura, Turismo e Transportes e a Câmara Municipal do Funchal a fiscalizarem as licenças que emitem, pois estas licenças não podem ser passadas “à toa”.

“Nós temos de ser cumpridores, temos de pagar os nossos impostos, caso contrário nos penhoram os táxis, mas estas empresas pedem licença para fazer animação turística e depois andam a fazer ‘corridas’ por todo o concelho”, critica, acrescentando que só quem “anda no terreno todos os dias” tem a noção das ilegalidades que acontecem no sector dos transportes.

A AITRAM – Associação dos Industriais de Táxi da Região Autónoma da Madeira já apresentou vários dossiers, que incluem fotos, a denunciar estas práticas, mas como resposta apenas a informação de que as empresas em causa estão legais. “Mas sabemos que há angariação ilegal de clientes, há viaturas particulares, até de colegas que venderam as licenças, a trabalhar com as unidades hoteleiras, mas até hoje nada tem sido feito”.

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