Tratamento da dor crónica em debate na Madeira

A iniciativa tem como objetivo esclarecer e promover o conhecimento técnico sobre fármacos opióides para o tratamento da dor crónica.

wwA Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) promove uma sessão clínica sobre a “Prescrição e rotação de medicamentos opióides”, amanhã, dia 8 de abril, pelas 10h00, na Biblioteca do Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal.

Destinada a profissionais de saúde da Madeira, a iniciativa tem como objetivo esclarecer e promover o conhecimento técnico sobre fármacos opióides para o tratamento da dor crónica.

“A prescrição de medicamentos opióides em Portugal é reduzida comparativamente ao panorama europeu, e está associada a algum menor conhecimento das boas práticas de prescrição desta classe de medicamentos. A denominada rotação de opióides (“mudança” de fármaco ou de via de administração) enquadra-se numa estratégia terapêutica, por vezes necessária para o controlo da dor, constituindo uma dificuldade na prescrição, por não existirem regras insofismáveis. Esta sessão será importante para os profissionais de saúde sedimentarem os seus conhecimentos neste tema,” refere Duarte Correia, presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor.

“O alívio da dor é um imperativo ético. O seu não tratamento implica custos muito mais elevados para o país do que o seu correto e atempado tratamento. Os doentes, incorretamente medicados recorrem com muito maior frequência a consultas médicas nos centros de saúde e hospitais, ao serviço de urgência, apresentam dificuldade ou impossibilidade para a execução das tarefas de vida diária com necessidade de múltiplos e indispensáveis apoios sociais, um maior absentismo ou presencismo laboral, inaptidão ou incapacidade para o trabalho, ‘baixas médicas frequentes ou reformas antecipadas”, acrescentou.

A Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) tem por objetivos promover o estudo, o ensino e a divulgação dos mecanismos fisiopatológicos, meios de prevenção, diagnóstico e tratamento da dor de acordo com os parâmetros estabelecidos pela International Association for the Study of Pain (IASP).

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