Museu da Quinta das Cruzes já reabriu ao público

O museu foi oficialmente aberto ao público a 28 de Maio de 1953 sob a denominação de Casa-Museu “César Gomes”.

Tânia Cova
tcova@tribunadamadeira.pt
O Museu da Quinta das Cruzes reabriu ao público na passada terça-feira, depois de trabalhos de manutenção e conservação do espaço estavam a decorrer há cerca de duas semanas. O espaço irá manter o seu horário normal de funcionamento, ou seja, na parte da manhã, entre as 10h e as 12h30 e, na parte da tarde, entre as 14h e as 17h30.
Oficialmente aberto ao público a 28 de Maio de 1953 sob a denominação de Casa-Museu “César Gomes”, o Museu Quinta das Cruzes foi constituído com base na doação do ourives César Filipe Gomes, ao que se seguiu o legado do coleccionador João Wetzler e diversas aquisições que formam, no seu conjunto, um percurso através da evolução das Artes Decorativas, bem como da história da Madeira.
O século XIX trouxe o encantamento do Romantismo, evidenciado através da nova concepção dos espaços ajardinados, na construção dos canteiros, nos caminhos empedrados em pedra rolada, nas fontes em pedra de fajôco, bem como na localização das casinhas de prazer, espaços melancólicos, bem ao gosto da época.
As colecções que integram o acervo do Museu Quinta das Cruzes são constituídas maioritariamente, por bens de natureza artística – Artes Decorativas – ainda que existam pequenos núcleos de objectos arqueológicos e etnográficos.
Estas colecções, abrangem núcleos tão diversos como a Pintura, a Escultura, a Cerâmica, Desenhos e Gravuras, Mobiliário, etc, que se situam cronologicamente entre os séculos XV e a 1.ª metade do século XX, abrangendo toda a produção europeia e oriental, com destaque para a produção portuguesa.
Mas também encontramos outros núcleos menos comuns, como o núcleo de Glíptica, que agrupa peças que remontam ao século III a.C.; e ainda o núcleo Escultórico que se encontra disperso no jardim e que integra elementos arquitectónicos e funerários, das mais diversas proveniências, mas sobretudo de igrejas, conventos e edifícios públicos, alguns dos quais edificados nos finais do século XV.

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