Costa admite mais impostos indirectos

O primeiro-ministro diz que aumentos na função pública só em 2018 e admite nova tributação indirecta no Orçamento do Estado para o próximo ano, confirmando igualmente uma “tributação do património imobiliário de luxo”.

“É provável que no próximo ano haja também outra tributação indirecta”, diz António Costa em entrevista ao jornal Público publicada na edição de hoje.

“Há outros impostos especiais sobre o consumo que dependem de escolhas individuais: produtos de luxo, tabaco, álcool”, apontou o primeiro-ministro.

Na entrevista, Costa frisa que a reposição de salários da função pública fica concluída este mês mas que só em 2018 está previsto retomar “actualizações” e “encarar questões de fundo relativamente às carreiras”.

Sobre o crescimento da economia este ano, diz que “tudo converge” para que seja superior a 1%, mas não “muito acima”, o que “só demonstra” que é preciso “prosseguir a reposição de rendimentos e a criação de condições para poder haver investimento”. No Orçamento do Estado o Governo previa inicialmente um crescimento de 1,8% da economia este ano, valor que reviu para 1,4% em Julho.

Pin It on Pinterest