Pedro Dias não se entregou antes porque temia ser “abatido”

Pedro Dias, o suspeito do duplo homicídio em Aguiar da Beira, encontra-se “sereno” e “apresenta-se bem fisicamente”, mas “está em baixo” emocionalmente, disseram hoje os advogados que o representam. Em declarações na Guarda à agência Lusa e à RTP, os advogados Mónica Quintela e Rui Silva Leal, que representam o alegado homicida, falaram das circunstâncias da detenção de Pedro Dias.

A advogada explicou que Pedro Dias não se entregou antes “porque não houve condições para o fazer, porque lhe foi montada uma autêntica caça ao homem e havia um risco muito premente, muito efectivo, de ser baleado, de ser abatido. Por isso, a entrega teve que ser desta forma, rodeado de todas as cautelas, de forma que a detenção pudesse ser feita sem quaisquer problemas e sem que envolvesse qualquer risco”, afirmou a advogada.

O advogado Rui Silva Leal disse à Lusa e à RTP que Pedro Dias “apresenta-se bem fisicamente, portanto, não tem qualquer problema físico, aparentemente, pelo menos”, enquanto “emocionalmente está em baixo, como é de compreender”.

“Sobretudo a caça ao homem que foi feita, foi muito complicada. Isso perturbou-o muito e ele não tem acesso à comunicação, portanto ele não estava a perceber muito bem tudo o que se passou”, justificou Mónica Quintela.

Pedro Dias entregou-se às autoridades às 19:00 de terça-feira, a escassos metros da Câmara Municipal de Arouca e perto da casa dos pais. O suspeito, conhecido como “Piloto”, estava desaparecido desde 11 de Outubro, data em que dois militares da GNR foram atingidos a tiro, em Aguiar da Beira, no distrito da Guarda. Um morreu e outro ficou ferido. Na mesma madrugada, um homem morreu e a mulher ficou gravemente ferida, também alvejados a tiro na viatura em que seguiam, em São Pedro do Sul, no distrito de Viseu.

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