Mundo chora morte de Leonard Cohen

O músico e poeta canadiano Leonard Cohen morreu ontem aos 82 anos de idade. A morte do músico foi anunciada na quinta-feira pelo seu agente, através da página de Facebook do músico.

“É com profunda tristeza que informamos que o poeta, compositor e artista lendário Leonard Cohen morreu”, pode ler-se na página do Facebook do músico, realçando que “perdemos um dos visionários mais prolíficos e respeitados do mundo da música”.

O músico festejou, no passado 21 de setembro, os seus 82 anos com um novo álbum intitulado “You Want It Darker”, o 14.º da sua carreira, no qual refletia sobre sua própria mortalidade e, com a sua voz grave, interrogava-se sobre a natureza do homem e de um Deus todo-poderoso.

Cohen acompanhou sempre a música com a literatura, a sua grande paixão, que começou aos 16 anos, quando escreveu os seus primeiros poemas.

O músico e poeta publicou o primeiro álbum, “Songs of Leonard Cohen”, em 1967, já depois de ter feito trinta anos e de ter revelado a faceta literária, em particular com o livro de poesia “Let us compare mythologies” (1956) e o romance “O Jogo preferido”, (1963), editado em Portugal em 2010.
Leonard Cohen é também autor do livro de poesia “Flowers for Hitler” (1964).

Em Portugal estão também publicados “Filhos da Neve” e “O livro do desejo”, que reúne poemas dispersos escritos ao longo dos últimos vinte anos, alguns dos quais durante um retiro budista de Cohen nos Estados Unidos e na Índia. Alguns dos poemas desse livro foram adaptados para letras de canções.
Considerado um dos mais importantes nomes da música popular do século XX, Cohen escreveu músicas simbólicas da sua geração, incluindo “Hallelujah”. “Suzanne” ou “So Long Marianne” ilustram, em 1967, uma primeira coleção de canções marcadas pelo sofrimento amoroso.

Aos 77 anos, foi distinguido com o Prémio Príncipe das Astúrias das Letras pelo “imaginário sentimental” da escrita e da música, justificou o júri.

No mesmo ano, em 2011, foi galardoado com o 9.º Prémio Glenn Gould, atribuído de dois em dois anos a artistas que contribuam para enriquecer a condição humana e representem os valores da inovação, inspiração e transformação.

Apesar da idade, estava mais ativo desde 2008, quando iniciou uma nova digressão internacional, depois de uma ausência de 15 anos, e editou o álbum “Old Ideas” (2012). Em 2014, lançou o álbum “Popular Problems”, que aborda preocupações e dilemas do mundo atual.
Em homenagem ao músico e poeta Leornard Cohen, o Tribuna da Madeira recorda uma das suas músicas mais conhecidas, “Hallelujah.

 

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