Música e neurociências: Uma relação a desvendar

Nos próximos dias 18 e 19 de Novembro irá realizar-se, no Hotel Crowne Plaza, o 17º Congresso do Núcleo de Estudos da Doença Vascular da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna. Um dos temas debatidos será “A Música e as Neurociências”, com o Dr. Barros Veloso como conferencista.

Para o especialista em medicina interna a natureza foi pouco democrática na distribuição das aptidões musicais mas, pelo contrário, muito generosa na capacidade que deu às pessoas de se emocionarem com a música. Quem é que não vibra com uma boa peça musical? Mas como é que a música se relaciona com as nossas estruturas neurológicas? Sabe-se que a música tem um efeito terapêutico limitado que tem sido ensaiado sobretudo em situações neurológicas relacionadas com atrasos de linguagem na criança e em problemas de movimento como o parkinsonismo, a ataxia e em certas paresias. Também se sabe que certas músicas têm efeito calmante e podem até aliviar a dor.

O problema, contudo, é mais vasto. Como é que o nosso cérebro consegue captar centenas de melodias, memorizá-las, reproduzi-las quando quer e, algumas vezes, até criar novas melodias e harmonias?

Aqui estão inúmeros enigmas e desafios que as neurociências começam agora a tentar explicar.

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