“Orçamento ‘social’ da CMF reserva só 2% a essa área”

O deputado João Paulo Marques afirmou hoje que o orçamento de apoio social, à família e aos mais desfavorecidos, prometido pelo presidente da Câmara Municipal do Funchal para 2017, afinal só reserva 2 por cento das suas verbas “para apoiar os funchalenses que mais precisam”.

Numa conferência de imprensa, realizada junto ao edifício municipal, João Paulo Marques sublinhou que a pergunta que se coloca, face a este orçamento, é “como é que uma câmara que reserva menos de 2% do seu orçamento para apoiar aqueles que mais precisam depois considera essa política social uma grande prioridade”.

Pior do que isso, salientou o deputado, é a taxa de execução orçamental, lembrando que para 2016 foi anunciado um conjunto de programas de apoio social, cujo alcance foi diminuto. E dá exemplos. No programa ‘Câmara à porta’, com vista a pequenas reparações na casa dos munícipes, foram apoiadas 6 pessoas. No programa ‘Preserva’, dirigido a obras de recuperação, em habitações degradadas, foram apoiadas 3 pessoas. No caso do programa de comparticipação na aquisição de medicamentos para a população com mais de 65, que não apoiou 98% dos idosos do Funchal.

“Foi por estes funchalenses, a que a Câmara prometeu um apoio, e não apoiou que o PSD votou contra este orçamento”, adiantou João Paulo Marques.

O deputado afirmou que nada move o PSD contra o presidente da Câmara. Contudo, os social-democratas estão certos de que “todos os anúncios, todas as fotografias que saem nos jornais não são suficientes para gerir a cidade do Funchal e a prova disso é que a cidade do Funchal, está efectivamente parada”. Nesse sentido, pediu ao presidente da Câmara para que “faça o seu trabalho. “ O Funchal e os funchalenses precisam de uma câmara que trabalhe para eles”, concluiu.

 

 

 

Pin It on Pinterest