Introdução a reflexologia este fim semana no Porto no “Espaço Novo”

Este fim semana o centro de reflexologia da Madeira, através de Eduardo Luís vão estar a promover a Madeira e a reflexologia no Porto, onde haverá um OPEN DAY no” Espaço  Novo  “ em Matosinhos para todos poderem virem conhecer mais sobre esta terapia maravilhosa.
A filosofia holística é tão antiga quanto a própria humanidade. Desde tempos imemoriais sabemos que o Homem se sentiu parte integrante do ambiente que o rodeava. O respeito pela natureza era importante para o equilíbrio da comunidade, e o equilíbrio da comunidade era importante para o bem-estar do indivíduo.
Tanto na medicina tradicional chinesa (MTC) como na medicina ayurvédica (indiana) é fácil constatar a importância dos elementos da natureza nos vários processos de cura. A doença é, nestes dois sistemas de saúde, vista como provocada pelo desrespeito pela natureza, pelos ritmos naturais do ambiente e, inevitavelmente, pelo próprio ser humano.
No apogeu da civilização Grega, Hipócrates, considerado o pai da medicina, afirmava que “a força natural de cura dentro de cada um de nós é a maior força no processo de cura”. O mesmo Hipócrates afirmava que o medicamento dado ao enfermo tinha como função distrair o mesmo enquanto a natureza se encarregava da cura. Quando o médico contemporâneo faz o seu juramento hipocrático, no final da licenciatura, está de fato a preservar uma parte da mitologia Grega: o mito de Higeia e de Asclépio. Estes dois deuses simbolizavam as duas abordagens opostas na medicina da antiga Grécia.
Para os adoradores de Higeia, a saúde era a ordem natural do ser vivo, um atributo de todo o ser humano que respeitasse a ordem natural da vida. De acordo com a sua filosofia, a função mais importante do médico era descobrir e ensinar as leis da natureza, as quais seriam responsáveis por uma mente sã num corpo são.
Já os adoradores de Asclépio acreditavam que a função primeira do médico era tratar a doença, restabelecer a saúde, através da administração de remédios e da cirurgia, que deveriam corrigir as imperfeições do ser humano causadas por deficiências hereditárias ou acidentais.
Asclépio, pai de Higeia, intervinha na doença, enquanto a sua filha era venerada por sustentar as forças dos mortais, prevenindo a doença e, dessa forma, e evitar a seu pai o trabalho de intervir continuamente. Higeia personificava de certa forma o instinto da vida, sugerindo, por exemplo, aos mortais a escolha dos alimentos necessários à sua existência. A medicina tecnológica optou pela tradição asclépiana. Por outro lado, os terapeutas apelidados de “alternativos” e “complementares” optaram pela tradição higeiana.
A tradição higeiana ensina-nos a criar saúde, a tomar as rédeas da nossa vida, a sermos responsáveis pela nossa cura, a tomar uma atitude activa em todo o processo.  Os seguidores desta tradição, quase sempre desprezados pela medicina tecnológica, ensinam-nos a utilizar remédios económicos e naturais, como ervas e frutos, a fazer uso das propriedades curativas da água, a alimentar-nos de forma saudável, através de alimentos biológicos simples e integrais. Lembram-nos com frequência do poder das nossas atitudes perante a vida e de como estas a influenciam. Ensinam-nos a importância do exercício físico, do trabalho e do descanso, da brincadeira. Educam ainda na faculdade da intuição e da arte, e de como ambas são importantes na nossa vida. São os responsáveis por educar a população, mostrando o que é importante modificar para que seja possível a harmonia com a natureza, com a comunidade e connosco. Para os seguidores desta tradição, o nosso corpo possui todos os mecanismos para ser saudável, a doença surge apenas se o terreno (corpo e alma) for propício ao aparecimento da mesma.
Boa semana e façam reflexologia no centro de reflexologia da Madeira …


Eduardo Luís
Reflexologo e presidente da Ordem Mundial de Reflexologia.
reflexfunchal@gmail.com

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