GRUPO ETE Comemora 80 Anos com Forte Aposta na Internacionalização

A internacionalização do porfolio de negócios e o desenvolvimento da operação fluvial são duas das apostas estratégicas do Grupo ETE, as quais estiveram hoje em foco na celebração do seu 80.º aniversário, numa cerimónia que decorreu nos estaleiros da Naval Rocha e que contou com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e da Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino.

Segundo Luís Nagy, CEO do GRUPO ETE, ‘inaugurámos a nona década de vida do Grupo ETE com uma forte aposta na internacionalização da nossa operação, a qual tem estado a crescer e que esperamos, daqui a 5 anos, represente 30-40% do nosso volume de negócios, contra os atuais cerca de 10%. Estamos especialmente focados em mercados onde podemos levar valor, explorando áreas onde detemos grande experiência e conhecimento, como é o caso da operação fluvial.’

A América Latina é um das regiões prioritárias para o Grupo ETE. Na Colômbia, onde o Grupo entrou há 4 anos, acaba de iniciar uma nova operação no rio Magdalena, que consiste no transporte fluvial, ao longo de quase 100 km, de agregados para construção de infraestruturas. Adicionalmente, tem ainda em curso operações portuárias com gruas flutuantes, transporte fluvial, apoio a obras marítimas e portuárias e ainda atividades de logística internacional através de parcerias locais. No Uruguai, com a Transfluvial, tem em operação o transporte fluvial de madeira, em contrato continuado, para a maior fábrica de pasta de papel do mundo, operações de transbordo de carga a granel e transporte marítimo.

Cabo Verde é outro dos mercados em que o Grupo ETE está a investir. De acordo com Luís Nagy ‘recentemente qualificámo-nos em primeiro lugar no concurso público internacional para a privatização da CABNAVE, os estaleiros navais na ilha de S. Vicente, em Cabo Verde; a próxima etapa será a negociação financeira e dos termos finais do contrato de concessão para um período de 30 anos.’
Aposta na operação fluvial é uma resposta aos desafios ambientais

Os desafios ambientas obrigam hoje a oferecer soluções integradas de transporte de mercadorias mais amigas do ambiente. O transporte fluvial, atividade que o Grupo ETE lidera a nível ibérico e onde identifica elevado potencial de crescimento, tem na componente ambiental um dos seus principais argumentos.

Para Luís Nagy, ‘sendo o Grupo ETE o único operador a movimentar em Portugal cargas entre navios e barcaças, temos a obrigação de contribuir para o desenvolvimento do transporte fluvial de mercadorias e de alertar os decisores para a relevância estratégica da aposta neste modo de transporte, nomeadamente a nível ambiental.’

As emissões de CO2 e de NOX por tonelada movimentada por via fluvial representam cerca de 10% das emitidas por via rodoviária; o consumo de combustível é quase 8 vezes inferior; e melhora a circulação rodoviária, pois cada barcaça transporta o equivalente a 70 camiões.

Com o propósito de potenciar o transporte fluvial dos rios Tejo ou Douro, o Grupo ETE acabou de lançar à água em junho um inovador rebocador-empurrador, com projeto e construção portuguesa a cargo da Navaltagus, que – pelo baixo calado, comprimento reduzido e elevada potência – permite operações em zonas estreitas, sinuosas e com fundos baixos, e o qual contribui também para aumentar o valor económico destas vias fluviais. Entretanto já tem em fase de projeto a construção de uma segunda embarcação com propulsão a LNG.
Novo cais de Castanheira do Ribatejo vai reforçar intermodalismo

O investimento que o Grupo ETE tem em curso na construção do cais fluvial de Castanheira do Ribatejo, o qual estará a operar no 3ª trimestre de 2017, vai emprestar uma nova dinâmica à sua operação fluvial. De acordo com Luís Nagy, ‘este é também um investimento que vai desenvolver o intermodalismo do Porto de Lisboa, ao garantir a ligação entre os diversos terminais deste porto e aquela zona logística. Desta forma, contribuirá de forma significativa para o descongestionamento rodoviário do perímetro urbano de Lisboa, pois estima-se uma redução na circulação de 250 a 750 camiões/dia.’
‘Estado tem de oferecer condições semelhantes às dos outros países comunitários’

O desenvolvimento efetivo da economia nacional do mar implica, segundo Luís Nagy, “ que o Estado Português defina e implemente com urgência uma estratégia nacional que contribua para projetar o seu enorme potencial. Existem entidades como o Grupo ETE focadas no crescimento e na internacionalização deste hipercluster, mas para isso o Estado tem que oferecer às empresas nacionais a operar nas áreas da Operação Portuária, do Transporte Fluvial de Mercadorias e, sobretudo, do Transporte Marítimo, condições e apoios semelhantes aos existentes nos restantes países comunitários. O Grupo ETE precisa deste contexto competitivo para manter e continuar a investir nas atividades que desenvolve em Portugal, mas também para exportar o seu conhecimento e a sua operação para outras geografias, contribuindo assim para fortalecer o peso de Portugal na economia do mar’.

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