Peritos pedem implementação urgente de medidas para melhorar tratamento da insuficiência cardíaca

Os Grupos de Estudo de Insuficiência Cardíaca (GEIC), de Cuidados Intensivos Cardíacos (GECIC), de Cardiologia Nuclear Ressonância Magnética e TC Cardíaca (GECNRMTC) e de Cardiopatias Congénitas (GECC) da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) vão realizar, em conjunto, uma conferência aberta pela melhoria da insuficiência cardíaca em Portugal, no próximo dia 20 de janeiro, pelas 16 horas, no VIP Executive Art’s Hotel, em Lisboa.

Na iniciativa estará em discussão um documento de consenso elaborado por um conjunto de peritos constituído por médicos especialistas em cardiologia, medicina interna e medicina geral e familiar, e que pretende expor o problema da insuficiência cardíaca em Portugal ao nível do diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos doentes e subscrito pelos grupos de estudos de Insuficiência cardíaca das Sociedades Portuguesas de cardiologia e medicina interna, bem como pelo núcleo de enfermagem em cardiologia da SPC, Colégio da Especialidade de Medicina Geral e Familiar da Ordem dos Médicos; Núcleo de Estudos de Doenças Cardiovasculares em Medicina Geral e Familiar.

“Com este documento queremos alertar para a necessidade urgente de priorização da insuficiência cardíaca na agenda da saúde, tendo em conta a prevalência atual e o seu aumento expetável a curto prazo, a elevada mortalidade e morbilidade a que está associada, e o fardo socioeconómico para doentes, famílias e sociedades”, destaca Cândida Fonseca, coordenadora do GEIC.

Este documento, acrescenta, “apresenta também os principais problemas relativos à insuficiência cardíaca, como o desconhecimento da relevância desta doença, e traça as medidas urgentes que os decisores políticos, instituições de saúde e profissionais de saúde devem implementar a curto e médio prazo”.

A insuficiência cardíaca constitui uma das principais epidemias do século XXI e consome 1 a 3% do orçamento para a saúde nos países desenvolvidos. Define-se como uma síndrome causada por uma anomalia da estrutura e/ou da função cardíaca, conduzindo a um débito sanguíneo inadequado às necessidades metabólicas do organismo em repouso ou exercício.

Pin It on Pinterest