Praga nos citrinos leva à proibição da produção regional

Os produtores de citrinos na Região Autónoma da Madeira estão confrontados com a interdição da produção destes produtos. Isto devido a uma praga que tomou conta da produção.

O Grupo Parlamentar do PCP-Madeira avançou, no passado dia seis, com duas medidas para apoio dos produtores de citrinos da Região, uma endereçada ao Parlamento Europeu, na forma de Pergunta; outra ao Parlamento Regional, na forma de pedido de Audição Parlamentar.

Recentemente, alguns produtores de citrinos, onde se incluem os limoeiros e tangerineiros, entre outros citrinos, da Região forma notificados pela Direcção Regional de Agricultura para a interdição da produção e da expedição/exportação destes produtos para outros locais ou países.

Esta medida deve-se porque esta produção foi recentemente acometida por uma praga veiculada por insecto vector de uma bactéria causadora da doença “Enverdecimento do citrino” que dizima estas árvores à escala mundial. O PCP não tem dúvidas de que esta situação tem implicações comerciais e económicas devastadoras para os produtores, “configurando mesmo um problema grave e preocupante sob o ponto de vista sócio-económico para estes produtores e para a as suas famílias e mesmo para a Região. Não sendo um problema de saúde público, é um problema fitosanitário que requer intervenção oficial”.

A deputada Sílvia Vasconcelos defende que, neste quadro, “é imperativo que apoie e defenda os produtores regionais”, pelo que o PCP avançou com uma pergunta ao Parlamento Europeu para saber dos fundos disponíveis capazes de os ressarcir nos seus prejuízos.

O PCP requereu ainda a presença do Secretário da Agricultura e Pescas e do Director Regional da Agricultura, no Parlamento Regional, para que possam esclarecer acerca das diligências que estão a ser tomadas na defesa destes produtores, nomeadamente nos aspectos indeminazatórios dos danos sofridos nas suas produções, mas também no acompanhamento e aconselhamento técnico dos mesmos, no terreno, para assegurar o controlo e combate fitoterapêutico desta praga, ao abrigo da legislação em vigor. “É sobretudo aos serviços oficiais que cabe a criação de planos de contingência para o controlo e combate desta praga e da doença que pode veicular assim como a colocação de armadilhas para os insectos, a colheita de amostras para despiste da doença e a delimitação das zonas afectadas e susceptíveis de o ser”, disse.

“As entidades governamentais não se podem limitar, nesta matéria, a notificar os produtores, penalizando-os e sancionando-os por estas situações. têm, sobretudo, e antes de tudo o mais, a responsabilidade e dever se os apoiar e defender!”, rematou.

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