Volumetria do novo Savoy “obriga” moradores a ponderar vender as suas casas

O novo Hotel Savoy ainda em fase de obras continua a “dar nas vistas”, tendo em conta que a sua volumetria já domina a zona onde está integrado (onde estava sediado o Hotel Savoy).

Recorde-se que esta unidade hoteleira, que deverá ser inaugurada no final de 2018, irá apresentar na fase final de conclusão dos trabalhos 16 pisos, mais três do que o anterior hotel. O novo Hotel tem 400 quartos, implantados numa área de 65 mil metros quadrados.

Desde o início das obras que a volumetria do hotel foi posta em causa, tendo inclusive a delegação regional da Ordem dos Arquitetos se manifestado contra esta construção. Aliás, a própria Delegação madeirense da OA lançou uma petição pública com o objectivo de reduzir a dimensão do projecto que, entende, vai colocar em causa a qualidade e o equilíbrio da capital do arquipélago.

Porém, o Grupo AFA desvaloriza a polémica em torno da dimensão da nova unidade de cinco estrelas, lembrando que o projecto estava parado desde 2009, altura em que o Hotel Savoy, uma das mais emblemáticas unidades hoteleira da cidade, foi demolido.

As obras continuam em bom ritmo e já se nota na zona, quer de um lado da estrada, quer do outro lado, quer até de mais distante.

Mas a obra ainda vai praticamente a meio, faltando ainda uns quantos andares de forma a se fazer cumprir a volumetria pretendida, os 16 andares.

No entanto, a situação já motivou descontentamento em alguns moradores na zona. Embora no início houvesse alguma desconfiança face ao que ali iria ser construído, e mesmo se falando em termos de volumetria, a verdade é que agora é que se consegue imaginar pois está à vista de todos e ainda nem está concluído.

O «Tribuna» tem conhecimento de que há casos em que os moradores estão muito descontentes e revoltados com a referida construção, ao ponto de inclusive ponderarem vender as suas casas pois deparam-se com uma “parede de betão” em frente das suas habitações.

Volumetria do novo Savoy “obriga” moradores a ponderar vender as suas casas
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2 thoughts on “Volumetria do novo Savoy “obriga” moradores a ponderar vender as suas casas

  • 26 Julho, 2017 at 9:51
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    Bom dia, não posso deixar de comentar uma notícia vinda de um cidadão preocupado pelo menos aparente. Efectivamente esta gente que está contra a valometria do Hotel Savoy não sabe o que quer, sobretudo quando estamos ávidos do emprego ausente. As estatísticas como todos sabemos são enganadoras a este respeito, senão pergunto: não é notória a falta de emprego na região? De igual modo não notamos menos pessoas nos centros comerciais? Não há menos poder de compra? É claro que deixo alguém adivinhar dos porquês!
    No entanto chamo a atenção para o seguinte! Essas pessoas contra a construção do novo Hotel vivem das vistas ou do seu trabalho? Preocupam-se por não haver trabalho condigno com as suas (deles) capacidades ou aptidões. Depois se existe alguém com coragem, determinação e enfrentando tudo e todos afim de melhorar a vida dos seus conterrâneos em dificuldades é logo apelidado de. . . .
    Deixem-se de lamúrias porque é próprio de gente covarde e invejosa, que não podem ver o seu semelhante singrar na vida e a bem da humanidade.

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  • 16 Julho, 2017 at 11:36
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    Os mesmos de sempre que querem uma Madeira feita ao seu gosto pessoal. O hotel vai trazer mais postos de trabalho e contribuir no desenvolvimento turístico da região. Vai ser uma belíssima infraestrutura que em nada afeia a cidade. Noutras regiões turísticas próximas como as Canarias, um empreendimento deste tipo é aceite com toda a normalidade e sem estes questionamentos retrogradas. Nesta ilha parece que ainda estamos na altura do lançamento do primeiro automóvel, visto como alguns através do poder da comunicação se apropriam de uma maioria que lhes é totalmente adversa. Todos os que moramos nesta ilha e que lutamos pelo seu desenvolvimento sabemos a importância desta obra. O Savoy está a ser construído numa zona urbana adequada a uma volumetria que é apenas e só a dos dias de hoje e não a de um passado inexistente. Em breve e uma vez concluída a obra o ruido ficará esquecido e apenas permanecerá na memória dos que vivem constantemente censurando o seu desenvolvimento.

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