Fragata da Marinha em missão NATO de combate ao terrorismo transnacional

A fragata Bartolomeu Dias largou, na manhã do passado domingo, da base naval turca de Aksaz para iniciar a operação NATO Sea Guardian (OSG), no Mediterrâneo Oriental.

A missão representa o contributo de Portugal para o esforço internacional de segurança marítima e combate às atividades ilícitas no mar associadas ao financiamento do terrorismo transnacional.

A fragata Bartolomeu Dias irá contribuir para o conhecimento situacional marítimo de uma forma mais robusta, designado de Focused Operations visando o reforço de presença naval e da vigilância numa região que representa uma das artérias principais do tráfego marítimo mundial. Durante os próximos 15 dias, a fragata da Marinha poderá executar diversas tarefas que incluem o apoio à comunidade marítima local, através de uma presença no mar  que contribua para um sentimento de segurança e simultaneamente para a defesa da liberdade de navegação, realizar ações de abordagem e vistoria no mar a embarcações que venham a ser identificadas pela Aliança como navios de interesse, com especial enfoque no combate à proliferação de matérias para a manufatura de armas de destruição em massa e, simultaneamente, a proteção de infraestruturas críticas contra ameaças assimétricas.

Durante a permanência no Mediterrâneo Oriental a fragata Bartolomeu Dias irá integrar um grupo tarefa sobre o comando tático da Marinha da Grécia, contando a força naval com unidades navais de Itália, Turquia e Grécia e ainda um submarino da Turquia.

A fragata Bartolomeu Dias é comandada pelo capitão-de-fragata Sousa Miranda e possui uma guarnição de 163 militares. O navio conta ainda com duas equipas de Fuzileiros, capacitadas para abordagem e vistoria a navios, uma equipa de mergulhadores e uma equipa médica.
A Operação SEA GUARDIAN no Mediterrâneo resulta da transformação da Operação ACTIVE ENDEAVOUR numa operação Non-Article 5 Maritme Security Operation, decorrente da Cimeira da NATO de Varsóvia, em Julho de 2016 e em virtude da situação operacional no Mediterrâneo se ter alterado havendo a necessidade de complementar o esforço da missão de combate ao terrorismo por tarefas no âmbito da segurança marítima. Ao nível naval, foi aprovado recentemente um conceito para Maritime Situational Awareness (MSA) que visa dotar a NATO de superioridade no domínio da informação em ambiente marítimo, fundamental para a preparação e condução de Operações militares. Existem aspetos sensíveis ao nível da partilha e disseminação da informação e da interoperabilidade, que constituem um desafio para o futuro.

A Operação SEA GUARDIAN será conduzida a partir da Sede do Comando Marítimo Aliado (MARCOM) em Northwood, Reino Unido.

A NATO, através das operações navais como a Operação SEA GUARDIAN, tem mantido um papel ativo e apoiado os países na implementação da resolução 1373 do Conselho de Segurança das Nações Unidas UNSCR (Medidas para o combate ao terrorismo) mantendo o diálogo e a cooperação com outras organizações internacionais, e na prevenção da proliferação de armas de destruição massiva e a defesa contra ameaças químicas, biológicas, radiológicas e nucleares (contribuição para a implementação da resolução UNSCR 1540).

O mediterrâneo enquanto fronteira externa da NATO e União Europeia merece especial atenção por parte da NATO ao que acresce o facto de se constituir como uma via de comunicação essencial para comércio marítimo, no pressuposto de que qualquer ameaça que comprometa a segurança marítima em qualquer parte do globo, tem impacto indireto na economia nacional e a nível global.

 

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