Governo dos Açores procede à revisão do Plano de Ordenamento Turístico da Região

O Governo dos Açores, através da Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo, adjudicou, na última segunda-feira, a revisão do Plano de Ordenamento Turístico da Região Autónoma dos Açores (POTRAA), à empresa Simbiente Açores – Engenharia e Gestão Ambiental, LDA, num valor de cerca de 100 mil euros e com um prazo de execução de oito meses.

O POTRAA define, em termos globais, a estratégia de desenvolvimento sustentável do setor do turismo, através de um modelo territorial fundamentado nos esforços e iniciativas necessários da administração pública, regional e local, assim como da sociedade civil da Região e demais agentes económicos e estabelece, em concreto, os produtos turísticos estratégicos para cada ilha.

Perante o desenvolvimento e desempenho do Turismo dos Açores, resultante da conjuntura internacional e nacional, a revisão deste instrumento surge no sentido de se obter um adequado grau de alinhamento entre as grandes tendências internacionais, a realidade económica e social dos principais mercados emissores de turistas para os Açores e aquela que é hoje a situação do setor do turismo na Região e o seu contributo para o desenvolvimento e geração de riqueza para os residentes.

A revisão do POTRAA deve receber um contributo válido e consistente do Plano Estratégico e de Marketing, dentro do atual paradigma da procura e oferta do turismo Regional, na medida em que este acautela as diversas perspetivas, nomeadamente: as tendências internacionais do turismo, o comportamento e hábitos de consumo dos mercados emissores efetivos, a opinião das instituições públicas da região, dos agentes económicos e da comunidade e o desenvolvimento de uma estratégia que se centra no território, ambiente, sociedade, economia e cultura.

Os objetivos a atingir são, principalmente, a redefinição e organização do destino Açores ao nível do turismo; o melhoramento da qualidade de oferta turística regional; a contribuição para o incremento da procura turística da Região; a distribuição mais equitativa dos fluxos turísticos pelas nove Ilhas e ao longo do ano; a preservação dos patrimónios natural e cultural; a identificação das zonas adstritas às diferentes atividades e à localização de novos empreendimentos turísticos em cada ilha, bem como a prevenção da degradação do destino, através duma política de turismo sustentável.

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