Exposição assinala centésima edição do “Almanaque do Camponez”

A Direção Regional da Cultura, através do Museu de Angra do Heroísmo, inaugura a 1 de maio, pelas 15h00, uma exposição comemorativa da centésima edição do “Almanaque do Camponez”. Esta mostra evoca a dedicação e o empenho com que, ao longo de 100 anos, quatro gerações de Terceirenses asseguraram a continuidade desta publicação notavelmente popular e duradoura, que é a mais antiga do género em Portugal.

Na exposição “Almanaque do Camponez – 100 anos”, que estará patente na Sala do Capítulo do Edifício de São Francisco até 3 de setembro, comentam-se, recordam-se e desvelam-se factos em torno do que é um almanaque.

Equipamentos de impressão, como prelos mecânicos a pedal e à mão, móveis de gavetas com tipos de chumbo, tabuleiros, restos de composição, gravuras, matrizes e outro tipo de material caraterístico de uma tipografia de base manual, servem de enquadramento explicativo a algumas dezenas de almanaques que mostram a variedade de temas e de justificativos para que estas publicações ainda mantenham a sua vitalidade.

Paralelamente, recorda-se a figura de Manuel Joaquim de Andrade, fundador do Almanaque e animador do que foi a Livraria Editora Andrade, responsável por inúmeros títulos que, durante a primeira metade do século passado, fizeram com que fosse a principal e mais ativa casa editorial açoriana.

Na inauguração desta exposição, Suzana Ferreira, do Observatório Astronómico de Lisboa, vai apresentar uma comunicação intitulada “O Observatório Astronómico de Lisboa e o Almanaque do Camponez – uma celebração centenária” e será lançada uma gravura comemorativa, da autoria do artista plástico Luís Brum.

 

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