Portugal nos ‘quartos’ do Mundial sub-20

Portugal entrou com a lição bem estudada no Cheonan Sports Complex. A (já previsível) entrada vigorosa da Coreia do Sul perante o seu público foi “anestesiada” pelos internacionais portugueses, que souberam controlar o jogo muito bem o jogo através do seu futebol rendilhado no meio-campo e muito objetivo no setor ofensivo, com os extremos Bruno Costa e Diogo Gonçalves muito bem auxiliados por Yuri Ribeiro e Diogo Dalot nos respetivos corredores. A largura e a profundidade do ataque português eram conciliados com o esclarecimento do meio-campo e a eficácia da linha defensiva, muito bem coordenada (deixando os avançados sul-coreanos inúmeras vezes em fora-de-jogo).

Depois de algum domínio territorial da formação da casa sem resultados práticos (uma constante ao longo dos primeiros 45 minutos), surge a primeira oportunidade de Portugal…e o primeiro golo. Excelente incursão de Yuri Ribeiro pelo lado esquerdo do ataque e cruzamento tenso para a área da Coreia do Sul, onde aparece Xadas, com tremendo sangue frio, a inaugurar o marcador.

Numa verdadeira demonstração de maturidade competitiva, a equipa nacional manteve o registo. A organização da equipa nacional era suportada por uma boa reação à perda da bola e pela qualidade no passe, tanto a curta como a longa distância. A Coreia do Sul tentava corresponder ao entusiasmo dos seus adeptos, mas as tentativas de criar desequilíbrios na defensiva portuguesa explorando os corredores laterais não estavam a resultar. Pedro Rodrigues, Pedro Delgado e Xadas demostraram grande solidariedade e estavam sempre onde a equipa precisava deles (tanto na transição defensiva como na transição ofensiva) e os ataques sul-coreanos não passavam de ameaças. Ao contrário dos portugueses.

Em nova jogada rápida e bem definida, Xande Silva apareceu bem do lado direito do ataque e assistiu Bruno Costa (27′) para um remate seco e colocado, que resultou no 2-0. segunda oportunidade clara…segundo golo. Exibição de grande assertividade em todos os capítulos do jogo por parte da Equipa das Quinas.

Até ao intervalo, a toada manteve-se: a Coreia com a iniciativa de jogo, mas sem demonstrar capacidade para desorganizar a formação orientada por Emílio Peixe. Perto do intervalo, Xande Silva teve boa ocasião para marcar, mas a bola saiu ao lado da baliza defendida por Song Bumkeun.

Na segunda metade, Portugal menteve o nível evidenciado na primeira. A Coreia do Sul, apoiada por um público que também deu um espetáculo notável, tentava chegar à baliza de Diogo Costa com perigo, mas apenas conseguiu ameaçar em dois livres diretos, um de Lee Seungwoo (61′) e outro de Lee Sangheon (65′).

A Equipa das Quinas continuou, por sua vez, a explorar os pontos menos fortes da Coreia do Sul, que foi perdendo concentração à medida que o tempo passava. Jorge Fernandes (52′) esteve muito perto de marcar na sequência de um canto Gedson Fernandes não fez por pouco o 3-0 num remate que passou pouco ao lado da baliza adversária aos aos 66′. Não foi preciso muito tempo para ver Potugal aumentar a vantagem no marcador: sempre com a bola colada ao pé, Xadas driblou dois adversários à entrada da área, desferindo remate forte e colocado no momento certo.

Emílio Peixe já tinha refrescado o meio-campo (substituiu Pedro Delgado por Gedson Fernandes) e isso permitiu a Portugal nunca perder o controlo das operações. Já com desvantagem muito complicada de recuperar, a Coreia do Sul ia perdendo discernimento mais rapidamente do que força nas pernas. Sempre sem baixar os níveis de concentração, a equipa nacional impôs os ritmos de jogo até ao final da partida, mantendo sempre a coesão tática e o sentido de baliza.

O golo de Lee Sangheon (81′) não chegou para evitar a qualificação de Portugal para os quartos de final do Campeonato do Mundo Coreia do Sul-2017.

O próximo compromisso da Equipa das Quinas será no dia 4 de junho, em Daejeon (10h00 em Lisboa), frente ao vencedor do Uruguai-Arábia Saudita (marcado para esta quarta-feira pelas 09h00 em Lisboa).

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